Tecnologia & Meio ambiente

Secretário da ONU alerta para risco de fracasso na COP26


NOVA YORK, 17 SET (ANSA) – O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou nesta sexta-feira (17) que existe um “grande risco” de fracasso na COP26 e cobrou que os países sejam mais ambiciosos em suas metas ambientais.   

As declarações foram dadas durante um fórum climático virtual organizado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, uma espécie de preparativo para a cúpula de Glasgow em novembro e que contou com a presença de diversos países, mas não do Brasil.   

“O mundo está em um caminho catastrófico rumo a 2,7ºC de aquecimento global. Existe um grande risco de fracasso da COP26.   

Está claro que cada um deve assumir as próprias responsabilidades, nós precisamos de mais ambição em matéria financeira, de adaptação e mitigação”, disse Guterres.   

O secretário-geral da ONU cobrou que as nações desenvolvidas mantenham o empenho de mobilizar US$ 100 bilhões por ano para ajudar países em desenvolvimento na luta contra a crise climática, ressaltando que hoje existe uma diferença de pelo menos US$ 20 bilhões.   

“A luta contra as mudanças climáticas terá sucesso apenas se todos nesta sala se unirem para promover mais ambição, cooperação e credibilidade. O mundo exige que todos nós, mas essencialmente vocês, no papel de principais economias, ajam imediatamente para nos conduzir a um futuro sustentável”, acrescentou.   

Já o anfitrião do evento, Joe Biden, disse que o recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) representa um “alerta vermelho” para a humanidade.   

“Devemos agir agora”, reforçou.   

O documento citado pelo presidente americano aponta que o mundo tem hoje a maior concentração de CO2 na atmosfera em 2 milhões de anos e que o aumento do nível dos mares é um fenômeno “irreversível”.   

Por sua vez, o premiê da Itália, Mario Draghi, disse que é preciso reduzir as emissões de carbono “imediatamente”. “Não podemos contar com os outros, precisamos fazer nossa parte.   

Temos de honrar os compromissos assumidos em matéria de clima e, em alguns casos, estar prontos a tomar decisões mais audaciosas”, salientou.   

A COP26 acontece entre 31 de outubro e 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, e já carrega o fracasso das negociações na COP25, em Madri, na Espanha, a respeito da regulação global do mercado de créditos de carbono.   

Esse modelo de negócios permite que países que superem suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), vendam o crédito excedente para nações mais poluentes.   



O mecanismo é criticado por ambientalistas, que temem que os créditos de carbono se tornem uma espécie de carta branca para países poluentes não reduzirem suas emissões. (ANSA).   

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