A secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, esclareceu nesta quinta-feira, 21, que a dívida de R$ 1,9 bilhão que será transferida para o Estado é da CelgPar, e não da Celg Distribuições. “Essa dívida já era garantida pelo Estado e resolve questões contábeis para a venda da Celg-D”, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que acaba por beneficiar a CelgPar e autoriza o Estado de Goiás a assumir o financiamento da empresa.

A secretária reforçou que tanto a venda da companhia elétrica quanto a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre a dívida da CelgPar não têm impacto no endividamento da União. “A preocupação era garantir que a venda não aumentasse o endividamento da União”, esclareceu, antes de reforçar que a dívida que agora passa a ser de responsabilidade do Estado não tinha como garantidora nem a Celg-D nem a Eletrobras.

O Estado agora terá que pagar à Caixa essa dívida. Porém, a secretária disse que não há uma definição sobre como esse pagamento será feito. “Ainda não sabemos se iremos renegociar, pagar com os recursos da venda da Celg-D ou como iremos fazer. Essa é outra questão”, destacou.

De acordo com Ana Paula, a medida não muda o valor da Celg-D, que está à venda e com a qual o governo federal espera arrecadar R$ 2,8 bilhões. Esse valor, segundo ela, já desconta o endividamento da Celg-D.

A secretária destacou ainda que está confiante com a venda da companhia. Segundo ela, há interessados e a venda está andando bem. “Temos grupos interessados, a situação melhorou e estamos otimistas”, disse.