“Ainda não vi o gramado, já disse o que tinha a dizer”, garantiu o técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni, nesta segunda-feira (24), na véspera do jogo contra o Chile, pela Copa América dos Estados Unidos-2024, e avisou que jogará com força total contra ‘La Roja’.

“Agora temos que nos adaptar ao que existe. Não quero influenciar esse aspecto, é igual para todos. Se falou demais e nada pode ser feito agora”, disse Scaloni em entrevista coletiva no MetLife Stadium em East Rutherford, para pôr fim à polêmica sobre o estado dos campos após reclamar do gramado do Estádio Mercerdes-Benz, em Atlanta.

Minutos antes, o argentino Ricardo Gareca, técnico do Chile, destacou que “não são os melhores cenários para além da intenção” e concordou com Scaloni que “temos que nos acomodar como fazem as outras seleções”.

Sobre a partida contra a ‘Roja’, Scaloni não revelou o time titular que jogará na terça-feira, mas garantiu que “vamos colocar em campo aquele que melhor se adaptar ao Chile”.

“Tomamos os nossos cuidados. A equipe está sempre presente, responde às expectativas de cada jogo. A nossa formação não vai mudar dependendo da forma como eles jogam, fazemos o nosso melhor e com base no jogo nos adaptamos”, argumentou o treinador.

“Lionel (Messi) está bem, treinou normalmente todos esses dias e está apto para jogar”, acrescentou sobre a condição física do capitão argentino, que fez 37 anos nesta segunda-feira.

– Derrotas para o Chile são passado –

Muito cauteloso, Scaloni baixou a temperatura antes do duelo contra ‘La Roja’ no MetLife, onde há oito anos o Chile se sagrou bicampeão continental ao vencer a Argentina nos pênaltis na final da Copa América Centenário, partida que levou Messi a anunciar que se aposentaria da seleção.

“O futebol continua, a bola não para. O estádio é o mesmo, todo o resto já é história, não faz muito sentido voltar atrás. É um jogo que disputamos muito, não creio que seja diferente dos outros”, afirmou o treinador.

Scaloni também entrou no debate em torno das declarações do craque francês Kylian Mbappé que considerou a Eurocopa “mais difícil” de disputar do que a Copa do Mundo. “São opiniões. Não se pode comparar estas competições quando nem todos estão presentes”, disse o técnico argentino.

“Se somarmos os títulos mundiais dos que não estão na Eurocopa, as (seleções) sul-americanas que não estão lá… não sei quantos são, para ser sincero [Obs: Brasil, Argentina e Uruguai somados conquistaram 10 Copas do Mundo]. É evidente que não estão presentes todas as potências. Ele tem a sua opinião e é respeitável. Eu tenho a minha. Há seleções que não vão à Copa do Mundo só para dar emoção. Elas também vencem”, comentou.

Por fim, o técnico falou sobre o aniversário Messi e reconheceu que na concentração argentina “se está comemorando” não só os 37 anos do capitão, mas também o aniversário de dois funcionários da delegação, que trabalham como cozinheiros.

“Eu sei o quanto é difícil fazer aniversário fora de casa. Tentamos deixar o Leo à vontade, alegre e contente. Felizmente ele tem um grupo que o faz se sentir bem. Estou feliz por tê-lo e esta noite vamos soprar as velas”, destacou Scaloni.

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