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SC: Professor é suspeito de assediar alunas e pedir dança para melhorar nota

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Imagem ilustrativa (Crédito: Pixabay)

Um professor, de 65 anos, é suspeito de assediar três alunas, com idades entre 11 e 15, dentro de uma escola municipal da cidade de São Francisco do Sul (SC). As estudantes relataram à Polícia Civil que o docente teria pedido a elas que dançassem para ele e assim melhorariam as suas notas. O delegado Fábio Fortes informou que a investigação segue sob sigilo. As informações são do G1.

Como as estudantes são menores de idade, tanto o nome dos envolvidos quanto o da instituição de ensino não foram divulgados, de acordo com as normas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Conforme os boletins de ocorrência, o professor teria passado a mão na barriga de uma estudante e tocado na coxa de outra. Além disso, ele constrangia as alunas ao abraçá-las em público.

“Minha filha relatou que o professor por duas vezes colocou a mão na cintura dela, passou a mão na barriga. Ela se sentiu constrangida”, disse a mãe de uma das alunas.

O advogado criminalista Pedro Mira, que representa os pais das estudantes, relatou que há suspeita que o número de vítimas passe de dez.

“Outro relato à polícia, de uma menina de 14 anos, descreveu que o educador teria pedido para que as estudantes dançassem para ele em sala de aula, caso quisessem ‘melhorar a nota’. No boletim de ocorrência, a adolescente conta que o professor teria dito que fecharia a porta ‘para que assim tivessem mais privacidade.’”

Processo disciplinar

A Secretaria Municipal de Educação de São Francisco do Sul informou que a diretora da escola recebeu a primeira queixa em 18 de março deste ano. No dia 25 do mesmo mês, outras estudantes relataram o mesmo caso. Na sequência, as informações foram passadas para a Procuradoria Geral do município e o Conselho Tutelar foi acionado.

“O Professor foi chamado para apresentar a sua versão e encaminhamos a situação para abertura de Processo Administrativo (PAD). Logo que a Secretaria de Educação recebeu a denúncia, afastou o professor em questão. Agora, com a abertura do PAD publicado no Diário Oficial, ele está afastado por tempo indeterminado pela sindicância, até que os fatos sejam apurados”, relatou a prefeitura por meio de nota.