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SC: Mãe que compartilhava filha com namorados é condenada por estupro

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve a condenação de uma mulher e de dois homens por estupro de vulnerável. Conforme a acusação, a mulher, que tem uma filha menor de 14 anos, compartilhava a criança com os “namorados” durante suas relações sexuais, na Grande Florianópolis.

O trio também foi acusado de fotografar e filmar os atos libidinosos. De acordo com o TJSC, as sentenças proferidas pelo desembargador Luiz Neri Oliveira de Souza aos três condenados somam 123 anos de prisão em regime fechado.

A mãe, que deveria zelar pela segurança da menina, foi condenada a 47 anos, um mês e nove dias de reclusão. O primeiro namorado, que foi descoberto em uma rede social, pegou 38 anos, seis meses e 10 dias. Já o segundo homem, que confessou os atos libidinosos contra a criança em mensagens de celular, recebeu pena de 38 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.

Conforme a denúncia do Ministério Público, a criança foi abusada de 2015 a 2019, entre os quatro e sete anos de idade. O esquema foi descoberto quando o ex-namorado comentou a situação e compartilhou imagens da mãe que abusava sexualmente da própria filha com um usuário de um site de relacionamentos.

A mãe e o ex-namorado foram presos. Já o namorado atual tentou apagar as imagens do celular da mulher presa. Nesse mesmo período os abusos foram descobertos, assim como fotos e filmagens que incriminaram o trio.


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Condenados recorreram

Inconformados com a condenação pelo juízo de 1º grau, a mãe e os dois “namorados” recorreram ao TJSC. A defesa dos réus pediu a absolvição do crime de estupro de vulnerável porque o laudo pericial foi inconclusivo. O trio também queria a anulação do processo por cerceamento de defesa ou, alternativamente, a redução dos vetores de culpabilidade.

Os crimes foram comprovados pelo depoimento da vítima, aliado às provas obtidas nos celulares dos acusados. “Como se vê, as versões apresentadas pelos acusados estão isoladas nos autos e são pouco críveis, ao contrário dos relatos da vítima perante a psicóloga, da sua tia e do delegado de polícia, uníssonos e coerentes entre si, que associados ao teor das conversas entre os acusados – obtidas a partir da apreensão do celular de (nome da mãe) – são suficientes para confirmar a condenação”, anotou o relator em seu voto, seguido de forma unânime pelos demais integrantes do colegiado. O processo tramita em segredo de justiça.

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