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‘Sardinhas’ protestam em Nápoles contra política migratória

NÁPOLES, 7 DEZ (ANSA) – Mais de 200 pessoas do movimento de migrantes e refugiados de Nápoles, na Itália, saíram às ruas neste sábado (7) para protestar contra as políticas migratórias do país e exigir a aceleração do processo de reconhecimento da proteção internacional e a liberação de residências para solicitantes de asilo. Autodenominado como “sardinhas negras”, o grupo faz referência ao grupo “sardinhas”, iniciativa apartidária criada para tentar frear a ascensão de Matteo Salvini na Itália. Exibindo cartazes contra Salvini e contra a atual ministra do Interior, Luciana Lamorgese, os migrantes partiram da piazza Garibaldi e caminharam até a sede da polícia do centro da cidade. “Governos e ministros do Interior mudam, mas as políticas contra migrantes, refugiados e os setores mais fracos da população não mudam”, afirmaram os organizadores do protesto. “Nossas vidas não podem mais esperar, tomamos as ruas para solicitar a revogação imediata dos decretos de segurança e contra os procedimentos do Departamento de Imigração da Delegacia de Polícia de Nápoles”, que por causa de burocracia não garante a autorização de residência, acrescentaram. O movimento de migrantes e refugiados de Nápoles ainda afirma que, com esse reconhecimento, as pessoas poderão ter acesso ao “sistema de saúde, educação, além de poder negociar um salário justo no local de trabalho, circular livremente no território e ter a oportunidade de levar uma vida digna e não ser condenado a viver como fantasmas nos guetos das cidades”.   

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“Quem são as sardinhas negras? São todas as sardinhas que não poderiam ter saído às praças italianas nas últimas semanas, porque são consideradas diferentes das outras sardinhas. São aquelas que cruzaram o deserto, fugiram para os campos líbios e agora nadam no mar da burocracia e do racismo institucional”, completou o grupo ao lançar a iniciativa no Facebook. Segundo os organizadores do protesto, desde que o decreto de segurança de Matteo Salvini entrou em vigor, as autoridades não pode converter proteção humanitária em uma autorização de residência para o trabalho. (ANSA)

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