O estado de São Paulo confirma nesta segunda-feira (3) o 16° caso de sarampo em 2024, evidenciando a persistência da doença em meio a campanhas de vacinação. Os casos estão concentrados na capital e em cidades da Grande São Paulo, com a maioria das vítimas sendo bebês e adultos jovens.
A cobertura vacinal da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) está aquém da meta estabelecida, o que eleva o risco de circulação do vírus e exige ações de reforço.
O que aconteceu
- O estado de São Paulo confirma 16 casos de sarampo em 2024, com 13 na capital e os demais em São Bernardo do Campo e Guarulhos.
- A maioria dos pacientes afetados (dez) são bebês com até um ano de idade, além de adultos entre 20 e 50 anos.
- A cobertura vacinal da tríplice viral no estado está abaixo da meta de 95% do Ministério da Saúde, atingindo 77,5% na primeira dose e 65,5% na segunda.
A secretaria estadual de Saúde informou que a cobertura vacinal da tríplice viral é de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses. Qualquer cobertura abaixo desse percentual representa risco aumentado de circulação da doença.
A vacinação em São Paulo é suficiente?
A Campanha Nacional de Multivacinação, que inclui a vacina contra sarampo, teve início nesta segunda-feira (3) e segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal em todo o país. Os três municípios paulistas com casos confirmados da doença – São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo – adotam uma estratégia adicional de vacinação.
Para reforçar a imunização contra o sarampo, a campanha estende-se também a pessoas na faixa etária de 6 meses a 59 anos nestas cidades. A capital paulista iniciou a multivacinação na mesma data, buscando proteger a população.
Entre os imunizantes disponíveis na campanha estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A e HPV. Outras campanhas, como a de imunização contra o vírus que causa bronquiolite, também reforçam a importância da vacinação infantil.
Sarampo: o que é e como se prevenir?
O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave, podendo deixar sequelas ou levar à morte. A transmissão ocorre principalmente por via aérea ou por gotículas respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.
Os principais sintomas incluem manchas vermelhas no corpo (que aparecem primeiro no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham) e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de outros sinais, como tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar intenso.
A vacinação é a principal medida de prevenção e controle da doença. As vacinas tríplice viral e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) são oferecidas gratuitamente pelo SUS.