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São Paulo vive clima de ebulição antes da eleição presidencial


Impeachment de presidente, um mandatário que conseguiu unir diversos grupos políticos em torno de si e uma fase de luta ambiciosa pelo poder. Não, não é o governo federal e sim o São Paulo. Os corredores do Morumbi estão em ebulição pela proximidade da eleição presidencial, que poderá ter até quatro candidatos no mês de abril. Historicamente, o ambiente político no São clube sempre foi de calmaria. Mas agora a situação mudou, e a eleição promete pegar fogo.

Embora tivesse aumentado o número de conselheiros artificialmente e alongado o mandato presidencial, Juvenal Juvêncio, falecido em 2015, conseguia aglutinar a situação. Agora, a pulverização é grande. De 240 conselheiros, costumam participar das votações entre 190 e 210, ou seja, a própria matemática do vencedor pode oscilar.

Em busca da reeleição, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, procura um mandato completo, após ser eleito para a completar a gestão de Carlos Miguel Aidar, que renunciou. “Diante da herança que tivemos e da situação em que estamos hoje, tenho certeza de que avançamos muito. Estamos preparando o clube para que o torcedor tenha alegrias nos próximos anos”.

Leco lembra que um passo importante foi dado com a aprovação do novo estatuto, que prevê a criação de um conselho de administração com nove integrantes, diretoria profissional, fim das vice-presidências estatutárias, fim da reeleição para presidente, entre outras modificações. Por outro lado, o presidente manteve alguns nomes da gestão anterior, que eram contestados pelos conselheiros, e sofreu desgaste com a campanha ruim do time no Campeonato Brasileiro de 2016, quando a equipe chegou a lutar contra a zona de rebaixamento.

“Esta gestão, com o apoio da boa atuação do conselho, apresentou resultados sensíveis como a redução da dívida, a recuperação de crédito e imagem e, justamente, um estatuto moderno e profissional”, disse o presidente que, pelas contas do seu grupo político, seria hoje favorito.


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Um dos prováveis adversários é Roberto Natel, ex-vice presidente na própria gestão de Leco e que se afastou para tentar ser candidato. Grupos ligados ao ex-vice, porém, acreditam que há chance de uma dobradinha ainda, pois, com o novo estatuto, o cargo de vice-presidente ganhou mais autonomia. “Não vejo problema em enfrentá-lo (Leco), acho que ele tem um interesse, eu também tenho, e vai vencer quem mostrar a melhor condição para o São Paulo”, afirmou o dirigente.

Natel participou das gestões nos últimos anos, tinha forte ligação com Juvenal Juvêncio e lembra que não é um candidato de situação nem de oposição. “Sou uma terceira via e acho que pode até aparecer uma quarta e quinta via”.

Outro nome que pode surgir na eleição é o de Julio Casares, que foi vice de Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar. Oficialmente, ele não se coloca como candidato, mas vem tentando se viabilizar junto aos conselheiros. “Defendo que o candidato envolva situação e oposição”.

Para ele, o novo estatuto vai exigir que a futura gestão seja mais profissional. “Apoio um pacto de gestão com todo mundo sentado à mesma mesa. As pessoas falam que tenho o perfil, mas não estou dando um passo para ser candidato”.

Casares sofre críticas nos bastidores do clube do Morumbi, porém, por ter defendido o contrato com a Far East (empresa que ganharia comissão por negócios com a Under Armour na gestão passada). Apesar de despontar como possível candidato, Casares pertence ao mesmo grupo político do atual presidente.

QUARTA VIA – Entre as especulações de outras candidaturas, um nome de destaque é o de José Roberto Ópice Blum. O presidente da Comissão de Ética do clube conduziu o processo que culminou na expulsão do Conselho de Aidar e Ataíde Gil Guerreiro por envolvimento em escândalos em 2015 e a análise que arquivou suspeitas de corrupção na gestão Aidar, como o próprio caso da Far East. Por estar envolvido em projetos profissionais, Blum está inclinado no momento a não aceitar a candidatura.

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