Samy Dana, no Pânico, dá aula de cidadania e coloca deputado no devido lugar

Crédito: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados

(Crédito: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)


Costumo dizer o seguinte: nunca pedi para político e governante algum se candidatar. Os caras vieram até mim, venderam suas qualidades, prometeram mundos e fundos e venceram as eleições? Beleza.

Estão ganhando uma puta grana e gozando de benefícios e privilégios impensáveis para nós, mortais pagadores de impostos, para entregarem o que prometeram? Sim. Que entreguem, então, caramba.

Do contrário, será porrada – no sentido figurado, é claro – de manhã, de tarde e de noite. E, se sobrar algum tempo, de madrugada também, que é para ficarem bem espertos. Esse pessoal nos deve; não o oposto.

E mais: se cumprirem direitinho o prometido, que sejam reconhecidos e recebam os parabéns pelo bom trabalho. Mas só! Nada de “muito obrigado” ou “eu te amo”. Nenhum deles trabalha como voluntário, afinal.

Infelizmente, sei lá por que, milhões de brasileiros pensam que essa gente merece idolatria e subserviência. Imaginam que são eles os patrões, e que nós somos os empregados. Em vez de cobrarem, passam pano.


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Mas há também quem não se mova por carência afetiva de pai e mãe, nem se sujeite a viver em bando. Ou em manada, no linguajar atual. Há quem não precise lamber botas e que tenha amor próprio o suficiente.

São essas pessoas, como Samy Dana e eu, e como milhões de vocês também, que colocam servidores públicos remunerados na condição de… servidores públicos remunerados. Nada mais, nada além.

E, como qualquer trabalhador remunerado, políticos e governantes também devem resultados, explicações e satisfações aos seus mantenedores. E o deputado federal Marco Feliciano não é diferente, não, senhor.

Ao ser questionado ao vivo no programa Pânico, da Jovem Pan, por Dana, o sustentado se insurgiu contra o sustentador. Marco não gostou de ser criticado por um tratamento de 150 mil reais, espetado no nosso lombo.

O deputado partiu para cima do economista, imaginando poder intimidá-lo, e foi luxuosamente auxiliado pelo dono do programa, Emílio Surita. E não é a primeira vez. Não por acaso a rádio vem sendo chamada de Jovem Pano.

Samy fez picadinho de Feliciano, que se socorreu no tradicional vitimismo, novamente sendo acolhido por Surita. Ao final, o clima era de puro constrangimento. Dana fez seu papel. Emílio, infelizmente, sujou o seu.

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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