Saldo da balança comercial de SP no 1º trimestre soma US$ 1,95 bilhão

São Paulo, 30 – Com exportações de US$ 3,18 bilhões e importações de US$ 1,23 bilhão, o agronegócio do Estado de São Paulo registrou superávit de US$ 1,95 bilhão no primeiro trimestre de 2019. O resultado é 29,6% inferior ao registrado em igual período do ano passado, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Segundo o IEA, em nota, os principais grupos exportadores do agronegócio paulista foram o sucroalcooleiro (US$ 806,03 milhões), de produtos florestais (US$ 422,87 milhões), carnes (US$ 415,41 milhões), sucos (US$ 386,71 milhões) e do complexo soja (US$ 314,21 milhões). Juntos, os cinco segmentos representaram 73,7% das vendas externas do setor paulista.

Considerando todos os segmentos produtivos do Estado, houve déficit comercial de US$ 2,68 bilhões nos três primeiros meses de 2019. As exportações somaram US$ 11,50 bilhões, 21,8% do total nacional, enquanto as importações totalizaram US$ 14,18 bilhões (33,6% do total nacional). Na comparação com igual período de 2018, houve queda de 9,5% nas exportações e de 2,9% nas importações. O déficit do Estado seria maior sem o saldo positivo das vendas do agronegócio estadual, de acordo com os pesquisadores do IEA José Alberto Angelo, Marli Dias Mascarenhas Oliveira e Carlos Nabil Ghobril.

O IEA lembra que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,51 bilhões no primeiro trimestre de 2019, com exportações de US$ 52,65 bilhões e importações de US$ 42,14 bilhões. No mesmo período, as exportações do agronegócio chegaram a US$ 22,21 bilhões e as importações, US$ 3,58 bilhões, com superávit de US$ 18,63 bilhões. As vendas externas do setor paulista representaram 14,3% do total comercializado pelo agronegócio do País e as importações, 34,4%.

Os principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro foram complexo soja (US$ 7,66 bilhões), produtos florestais (US$ 3,57 bilhões), carnes (US$ 3,43 bilhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,45 bilhão) e café (US$ 1,37 bilhão). Esses cinco grupos agregados representaram 78,7% das vendas externas setoriais brasileiras.