Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quarta-feira, 15, a desfiliação do PSDB, depois de 33 anos no partido, do qual foi um dos fundadores em 1988. Ele deve se filiar ao PSD de Gilberto Kassab e pode ser candidato a vice de Lula. A saída de Alckmin foi muito criticada por tucanos, sobretudo os ligados ao governador João Doria, o candidato da legenda a presidente da República.

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Em postagem em sua conta no Twitter, Wilson Pedroso, um dos coordenadores da campanha de Doria ao Palácio do Planalto, disse que a desfiliação do ex-governador tucano “não deve ser comemorada em hipótese alguma. Agora, todo grande líder tem que ter desprendimento para compreender o momento da nova geração”, criticou Wilsinho, como é conhecido o assessor do governador paulista.

A direção nacional do PSDB divulgou uma nota pelas redes sociais comentando o fato, causando certo mal-estar entre os tucanos. Na nota, Bruno Araújo, o presidente nacional, diz que “Alckmin, de forma cordial, fez uma ligação ao presidente Bruno Araújo confirmando sua desfiliação”, o que gerou ligações de tucanos descontentes à sede nacional da legenda, em Brasília. Em razão disso, a assessoria de imprensa do PSDB nacional retirou o post do ar.