Saiba o que fazer e o que evitar caso o seu filho se recuse a comer

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As queixas de que os filhos não comem nada, é recorrente nos consultórios de pediatras e nutricionistas. Uma percepção equivocada e muito comum é a de que comer bem é comer muito. Que criança gordinha (como nas capas de revistas) que é criança saudável.

Não, não é bem assim que a coisa funciona. O comer bem se relaciona com a forma e a qualidade do que se come. Um bebê, ou uma criança que come pouco, porém se mostra ativa, disposta, crescendo e se desenvolvendo normalmente, não é motivo de preocupação.

Assim como os adultos, as crianças e bebês sofrem de variação de apetite e isso é normal. Normal em algumas faixas etárias específicas, normal a depender do estado emocional do bebê, da criança, ou mesmo dos adultos cuidadores, pois isso pode afetar o apetite das crianças/bebês.

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Aspectos comportamentais também podem causar alteração na quantidade e na qualidade de comida ingerida/aceita pela criança.

Entender cada fase da vida do bebê, pode tranquilizar algumas mães e ajudá-las a passar por elas com mais tranquilidade e segurança. Ficar correndo atrás da criança com um prato de comida, não vai abrir o apetite dela, muito menos formar hábitos saudáveis.


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Até os 6 meses o bebê tem um apetite voraz. Ele e a mãe já se adaptaram ao peito e esse é um momento de satisfação, conforto e segurança. Nessa fase, é o bebê quem comanda o volume ingerido, ele sabe exatamente quando está satisfeito e para de mamar.

Até ele completar o seu primeiro ano de vida, o bebê pode dobrar de tamanho e triplicar seu peso, isso significa um gasto energético muito alto. A partir de 1 ano o bebê pode passar por uma fase de inapetência fisiológica, e isso também é normal, faz parte do processo.

O consumo energético provocado pelo organismo super acelerado, começa a diminuir aos poucos, justificando a diminuição do apetite do bebê. Nesse momento é fundamental manter a qualidade dos alimentos ofertados, pois é nessa mesma fase que os hábitos alimentares começam a se formar.

Em meados dos 3 anos, quando começam a formar suas personalidades, chegam na fase de selecionar os alimentos. Mais uma vez, garantir opções adequadas é fundamental.

Entre 5 ⁄ 6 anos, quando geralmente as crianças dão o primeiro estirão de crescimento, é normal ver o apetite crescer novamente. Se bem estabelecidos os hábitos alimentares, a alteração maior, será mesmo na quantidade, e a qualidade não será um problema.

Quando chega a adolescência, junta a fome com a vontade de comer, e eles comem tudo o que vêem pela frente, é bom ter disponível alimentos em quantidade e qualidade que dêem conta de mais um estirão de crescimento e desenvolvimento que só vai parar quando estiverem atingido sua maturidade corporal.

Muitas vezes é possível perceber variação de apetite de uma semana para outra, quando ficam doentes, ou ainda de um dia para outro, por conta de uma noite mal dormida, ou desentendimento familiar…

Variação de apetite é normal, e a melhor forma de lidar com as fases de inapetência é respeitá-las, e garantir boas opções para quando a criança quiser comer. Toda recusa deve ser respeitada, assim como toda qualidade deve ser preservada.

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Sobre o autor

Nutricionista, Formada pela USU - Rio de Janeiro em 2003, especializada em alimentação infantil. Trabalha com crianças desde 1999, quando, ainda na faculdade, dava aulas de capoeira. Em 2013 estreou como apresentadora no canal GNT dos programas Socorro! Meu Filho Come Mal, Cozinha Colorida da Kapim e, em 2018, o Socorro! Meus Pais Comem Mal. Autora de 2 livros, homônimos dos programas, um deles com mais de 60 receitas para a família toda colocar a mão na massa. Kapim é mãe de dois adolescentes muito legais e que comem superbem, Sofia (15) e Antonio (13). Nesses mais de 20 anos trabalhando com crianças, já ajudou a transformar e melhorar os hábitos alimentares de milhares de famílias, sempre buscando uma conexão saudável entre todas as partes envolvidas: pais, filhos e o alimento.


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