A forma como nos vestimos vai muito além da estética. A moda pode refletir identidade, emoções e a maneira como cada pessoa se enxerga. Por isso, a escolha das roupas também pode ter um impacto direto na autoestima e na confiança no dia a dia. De acordo com a miss, consultora de imagem e influenciadora Joana Cabral, o primeiro passo para usar a moda como aliada da autoestima é conhecer o próprio estilo. Para ela, entender quem você é e o que deseja comunicar através da imagem pessoal faz toda a diferença.
“O estilo pessoal precisa estar alinhado com a personalidade, a rotina e os objetivos de cada pessoa. Quando a roupa reflete a identidade de alguém, ela transmite autenticidade e segurança, o que gera uma percepção positiva tanto para quem usa quanto para quem observa”, explica.
Outro ponto importante, segundo Joana, é a escolha das cores. A consultora afirma que elas influenciam diretamente as emoções e as sensações transmitidas pela imagem.
“As cores devem ser escolhidas de acordo com a mensagem que a pessoa deseja passar e também com aquilo que valoriza o seu tom de pele, o que chamamos de análise cromática. Existe até um livro chamado A Psicologia das Cores, que ajuda muito a entender o impacto que cada cor pode causar”, comenta.

Consultora de imagem e influenciadora Joana Cabral.
Além disso, a especialista destaca que o conforto também é essencial na construção de uma imagem que fortaleça a autoestima.
“Roupas que vestem bem e são confortáveis ajudam a pessoa a se sentir segura e à vontade. Quando alguém está confortável, a postura e o comportamento mudam, o que naturalmente transmite uma sensação positiva.”
Segundo a influenciadora, a moda impacta profundamente a autoestima porque não está ligada apenas à aparência, mas também à forma como cada pessoa se percebe e se apresenta ao mundo.
“Esse processo envolve autoconhecimento, entender a própria personalidade e valorizar as características individuais. A roupa funciona como uma linguagem não verbal e pode comunicar confiança, leveza, profissionalismo ou criatividade”, afirma.
Como escolher roupas que transmitam sensações positivas
Para quem deseja transmitir sensações positivas por meio da imagem, Joana recomenda buscar orientação profissional.
“Faz parte do trabalho da consultoria de imagem, estilo e posicionamento ajudar a pessoa a usar a roupa como forma de comunicação. Dependendo das escolhas feitas, ela pode transmitir confiança, leveza ou profissionalismo. Mas também é importante considerar o estado de espírito de cada um no dia em que vai usar determinada cor ou modelo”, explica.
Influenciadora também enfrentou desafios com a autoestima
Apesar de hoje trabalhar diretamente com imagem e estilo, Joana Cabral conta que também enfrentou dificuldades com a autoestima na infância e adolescência. Na época, ela se sentia insegura por estar acima do peso.
“Eu sempre tive muita iniciativa para virar o jogo. Minhas amigas mais magrinhas ficavam com os meninos que eu achava bonitos e eu me sentia meio como o ‘patinho feio’. Mas todo mundo tem sua fase, né?”, relembra.
Determinada a mudar essa situação, ainda muito jovem decidiu procurar ajuda profissional.
“Eu devia ter uns 11 ou 12 anos quando peguei um ônibus sozinha para ir a uma nutricionista. Ela me passou uma dieta que segui à risca e acabei emagrecendo 16 quilos. Minha autoestima foi de zero a cem”, conta.
Anos depois, um novo episódio voltou a mexer com sua confiança quando um relacionamento terminou de forma dolorosa. A partir daí, ela decidiu investir mais em saúde e bem-estar.
“Comecei a frequentar a academia, contratei um personal trainer e mudei meu corpo. Foi um caminho sem volta. Passei a me dedicar cada vez mais aos cuidados comigo mesma.”
Hoje, Joana afirma que todas essas experiências ajudaram no seu processo de amadurecimento e autoconhecimento.
“Com o tempo, aprendi a olhar para mim com mais carinho e a não me deixar abalar pelo que dizem. Eu me cuido por mim mesma. Isso é amor-próprio. Quando chegamos nesse ponto, ficamos mais seguros e nada nos abala”, conclui.
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