Sabotador da mata

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INCENDIÁRIO Nabhan Garcia defende a invasão de terras indígenas e está do lado dos que desmatam a Amazônia (Crédito: Divulgação)

Os ambientalistas já identificaram o mentor da destruição ambiental no governo e que incentiva produtores a ocuparem a Amazônia desregradamente. É o secretário de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, ex-presidente da UDR, sabotador da estabilidade fundiária. Conhecido por seu ódio aos indígenas e ser frontalmente contra a demarcação de novas reservas, Nabhan tem sido um dos principais conselheiros do presidente Jair Bolsonaro para assuntos relacionados à agropecuária. Coube a ele conceber a Instrução Normativa 9/2020, que retirou, neste ano, 237 terras indígenas pendentes de homologação da lista de áreas protegidas, permitindo que possam ser ocupadas, vendidas ou loteadas. Ele quer titular 600 mil propriedades de até 2.500 hectares na Amazônia Legal.

Incra

Sob seu comando, o Incra tem feito levantamentos em áreas ocupadas dentro de territórios indígenas e reservas florestais com a finalidade de legalizar posses ilegais. Em Sinop (MT), numa viagem que fez junto com Bolsonaro, Nabhan elogiou o ditador Emílio Garrastazu Médici, a quem chamou de saudoso e afirmou que a Amazônia é dos “produtores rurais”.

MST

Ele prega guerra ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), dizendo que a entidade é criminosa por invadir propriedades alheias. “Quem comete ato ilícito, fora da lei, é organização criminosa.” Para ele, a reforma agrária prestou um desserviço para o país. Defende que os processos de distribuição de terra sejam revistos.

O CÉU é o limite

Karime Xavier

A campanha em São Paulo acaba de começar e já surgiu uma polêmica entre o PT e o PSDB. Os dois partidos exibirão os CEUs (Centros Educacionais Unificados) como uma das suas prioridades para a educação. O PT alega que o projeto começou quando Marta Suplicy foi prefeita pelo partido, mas agora ela apoia a reeleição de Bruno Covas e será um dos trunfos dos tucanos para ganhar força na periferia.

Rápidas

* Bolsonaro está cada vez mais próximo do Republicanos, presidido por Marcos Pereira. Apóia os candidatos do partido em São Paulo (Russomanno) e no Rio (Crivella), onde estão os filhos Carlos e Flávio. Se desistir de fundar o Aliança, pode até ingressar na legenda.

* O governo prepara-se para dar duas tungadas inadmissíveis para financiar a implantação do Renda Cidadã, que vai substituir o Bolsa Família. O primeiro golpe seria tirar 5% dos recursos do Fundeb (educação básica).

* E o segundo gesto configura-se como pedalada fiscal: o governo pretende dar calote nos que têm precatórios a receber. Os precatórios resultam de dívidas da União e são baseados em decisões judiciais. Dilma começou assim.

* A campanha eleitoral pelas prefeituras começou, inclusive com a realização do primeiro debate na Band, na quinta-feira, 1. Na próxima sexta-feira, 9, tem início o famigerado horário eleitoral no rádio e na TV.

Retrato falado

“Lula participará da campanha no Recife, mas sua mobilidade será limitada por causa da pandemia” (Crédito:Divulgação)

Marília Arraes, candidata do PT à prefeitura do Recife, conta com Lula para vencer a disputa. Ela disse que o ex-presidente já gravou um vídeo em apoio à sua candidatura, mas não sabe dizer se ele participará de eventos presenciais. “Lula tem 75 anos e está no grupo de risco do coronavírus”. Para ela, o fato de Lula ter ficado preso em Curitiba não atrapalhará sua campanha. “Em 2018, já preso, 70% dos pernambucanos disseram que votariam nos candidatos apoiados por ele.”

Nova CPMF

Agora é para valer. Guedes apresentará, nos próximos dias, a proposta de criação de um novo imposto para taxar as operações financeiras digitais, a imoral CPMF, dentro do seu projeto de Reforma Tributária. Será cobrada uma taxa de 0,2% sobre qualquer movimentação bancária. O novo imposto, que poderá arrecadar até R$ 120 bilhões em um ano, compensará a perda de receitas que o governo terá com a desoneração da folha de pagamentos das empresas.
O ministro, que já tem o aval de Bolsonaro e a benção de Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, está convencido que a desoneração da folha fará com que as empresas tenham menores custos para a contratação de empregados.

Rejeição

O problema é que os líderes no Congresso, como Rodrigo Maia, têm verdadeira ojeriza à CPMF. Como a população é que vai pagar a conta, Guedes acena também com a redução das alíquotas do Imposto de Renda para engabelar a classe média. Pelo visto, a Reforma Tributária do governo vai empacar na Câmara.

Toma lá dá cá

Marcos Pereira, Vice-Presidente da Câmara (Crédito:MJS)

O senhor será candidato a presidente da Câmara em fevereiro?
Estamos em uma fase de diálogo. Houve um jantar de parte significativa da bancada evangélica que fechou questão em torno do meu nome. Como terei apoio integral da bancada do meu partido (Republicanos), a candidatura está em
fase de construção e consolidação.

O senhor terá apoio apenas da bancada evangélica?
De forma alguma. Estou dialogando também com integrantes dos partidos da esquerda e do centro. Mas esse assunto só vai ganhar mais corpo após das eleições municipais,

O presidente Bolsonaro vai apoiá-lo?
Só falei com o presidente sobre esse assunto uma vez e de forma superficial. Ele tem dito que não vai se envolver na eleição da Câmara.

Salles na berlinda

O cerco se fecha contra Ricardo Salles. Considerado negligente em relação à Amazônia e omisso na tragédia do Pantanal, o Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça pedindo que ele seja afastado do cargo. A sua permanência poderá levar a Amazônia a um ponto de “não retorno”, quando a floresta não consegue mais se recuperar.

Mateus Bonom

Nero brasileiro

A procuradora do MPF Márcia Zollinger diz que se Salles continuar as consequências para o meio ambiente “serão trágicas”. De janeiro a setembro, o Inpe registrou 72 mil focos de incêndios na Amazônia (alta de 12%), enquanto no Pantanal contabilizou 18.259 focos de queimadas este ano, o maior número desde o início das medições em 1998.

Mudanças no ninho tucano

Divulgação

O tucano Wilson Pedroso (na foto ao lado de Lurdinha, fundadora do PSDB) acaba de deixar a chefia de gabinete do governador João Doria para assumir a coordenação da campanha da reeleição do prefeito Bruno Covas. Pedroso foi peça-chave nas eleições de Doria para prefeito em 2016 e para governador em 2018.

 

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