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Russos e sauditas, primeiros afetados por novas sanções britânicas sobre DH

Russos e sauditas, primeiros afetados por novas sanções britânicas sobre DH

Jovens sauditas passam em frente a um retrato do príncipe-herdeiro Mohammed bin Salman, em Riad, 31 de janeiro de 2020 - AFP/Arquivos

O governo britânico anunciou sanções contra 49 indivíduos e organizações nesta segunda-feira, como parte de um novo mecanismo estabelecido pelo Reino Unido para punir autonomamente as violações dos direitos humanos depois da sua saída da União Europeia em janeiro.

A lista de entidades cujos ativos serão congelados inclui 25 russos acusados da morte do advogado Sergey Magnitsky em 2009 e 20 sauditas suspeitos de envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em Istambul em 2018, anunciou o ministro das Relações Exteriores Dominic Raab, ao Parlamento.

Completando a lista estão dois generais birmaneses de alto escalão “implicados na violência sistemática e brutal contra o povo Rohingya e outras minorias étnicas” e “duas organizações envolvidas em trabalho forçado, tortura e assassinato ocorrendo nos gulags da Coreia da Norte”, informou a chancelaria.

Com esse novo mecanismo de sanções, as autoridades britânicas pretendem “impedir que pessoas envolvidas em graves violações de direitos humanos entrem no Reino Unido, movimentando dinheiro por nossos bancos e se beneficiando de nossa economia”, afirmou Raab.

O regime permitirá que o Reino Unido tenha como alvo pessoas e organizações em todo o mundo, ao contrário do regime convencional de sanções geográficas que apenas atinge um país.

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É a primeira vez que Londres impõe sanções por violações de direitos humanos sob um regime exclusivamente britânico, após deixar oficialmente a UE em 31 de janeiro.

Esse novo sistema “permitirá que o Reino Unido trabalhe independentemente com aliados como Estados Unidos, Canadá, Austrália e União Europeia”, afirmou Raab.

O regime de sanções britânico será aplicado “àqueles que facilitam, incitam, promovem ou apoiam essas violações, bem como àqueles que se beneficiam financeiramente de violações dos direitos humanos”, afirmou o ministério em comunicado.

As sanções podem ter como alvo “aqueles que cometem assassinatos ilegais de jornalistas e trabalhadores da mídia, ou atos motivados por religião ou crença”.

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