A Rússia tenta atrapalhar as negociações em andamento entre a Sérvia e o Kosovo, que irão se reunir em Bruxelas. De acordo com informações de um funcionário da União Europeia (UE) nesta sexta-feira (24), o encontro busca um reconhecimento entre os dois velhos adversários.
O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, se reunirá em Bruxelas nesta sexta-feira com o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, e o primeiro-ministro de Kosovo, Albin Kurti, em busca da aproximação entre os dois países e a normalização das relações.
A princípio, as duas partes aceitaram os termos de um plano mantido em reserva, que poderá restabelecer as relações após cerca de duas décadas de uma guerra sangrenta, informou a fonte da UE.
O sucesso da iniciativa depende, no entanto, que as partes implementem propostas concretas nos próximos meses. A Rússia teria reunido esforços para que a Sérvia se colocasse contra um entendimento.
O funcionário mencionou recentes declarações do embaixador russo na Sérvia, que mencionou não ser “o momento para tratar a questão de Kosovo”, e que seria melhor esperar até que “uma nova ordem mundial seja estabelecida entre a Rússia e o Ocidente”.
Para a fonte, as declarações equivalem a “uma ameaça ao presidente Vucic”, “de modo que a Rússia tentou interromper” o trabalho de aproximação entre os sérvios e os kosovares.
Após o banho de sangue da guerra em 1990, Kosovo declarou unilateralmente sua independência da Sérvia em 2008, ação não reconhecida pelo governo sérvio até então.
As tensões entre os dois países pioraram drasticamente nos últimos meses.
O diálogo promovido pela UE conta com o apoio da França, Alemanha e Estados Unidos, embora nem todas as conversas tenham avançado como esperado.
A Rússia, China, Índia e outros países não reconhecem a independência de Kosovo.
No âmbito da UE, a oposição mais óbvia é a da Espanha, que é repetidamente expressa.
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