Coronavírus

Rússia pede aprovação de sua 1ª vacina contra Covid na OMS

Crédito: Russian Direct Investment Fund/AFP

MOSCOU, 28 OUT (ANSA) – O governo da Rússia anunciou nesta terça-feira (27) que pediu a aprovação para uso emergencial de sua primeira vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 na Organização Mundial da Saúde (OMS).

A confirmação foi dada pelo Fundo de Investimentos Diretos (RDIF), que financia o desenvolvimento da Sputnik V. Segundo o diretor da entidade, Kirill Dmitriev, a ideia é incluir a imunização “na lista de produtos médicos que atendem aos principais padrões de qualidade, segurança e eficácia”.

A vacina russa causou polêmica no mundo científico em 11 de agosto após Moscou dar a autorização para a produção dela ainda sem a finalização dos testes clínicos. A medida foi considerada política, já que a Sputnik V se tornou a primeira vacina do mundo a receber a liberação.

À época, não havia nenhuma publicação científica sobre as fases iniciais de desenvolvimento – fato que ocorreu no início de setembro -, apenas as informações divulgadas de maneira oficial pelo governo de Vladimir Putin. Até porque, naquele momento, a pesquisa sequer estava registrada na OMS.

Na publicação “The Lancet”, de 4 de setembro, porém, os especialistas concluíram que a vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia, em parceria com os ministérios da Saúde e da Defesa, é segura e conseguiu produzir anticorpos contra o vírus que causa a Covid-19. Atualmente, a Sputnik V está sendo testada na fase 3 em mais de 40 mil voluntários em diversos países.

Além da imunização do Gamaleya, a Rússia já registrou sua segunda vacina anti-Covid, a EpiVakCorona, criada pelo Instituto Vektor de Novossibirsk, que também não estava na fase 3 na época do registro. E, como a Sputinik V no começo, não está protocolada na OMS.

O presidente russo, Vladimir Putin, informou no dia 14 de outubro que há uma terceira vacina em desenvolvimento pelo Centro Chumarov, que iniciou a fase 2 de testes há cerca de 10 dias. (ANSA).

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