O governo da Rússia nega nesta quarta-feira (26) que o presidente Vladimir Putin tenha se encontrado com o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe. A declaração surge após uma misteriosa visita do chefe da inteligência americana a Moscou na última terça-feira (25), em meio à escalada da ofensiva russa na Ucrânia, que enfrenta crescente carência de defesas antiaéreas.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que “não houve contatos de nenhum tipo com o presidente”. Segundo ele, Ratcliffe teve reuniões apenas com representantes dos serviços secretos russos, mas o teor das conversas não foi detalhado. Peskov reiterou que, “da parte do Kremlin, não estão previstos contatos” com o diretor da CIA.
A Rússia nega oficialmente o encontro entre o presidente Vladimir Putin e o diretor da CIA, John Ratcliffe, em Moscou.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Ratcliffe se reuniu apenas com serviços secretos russos.
- A visita da CIA ocorreu em meio à escalada da ofensiva de Moscou contra a Ucrânia, que está cada vez mais carente de defesas antiaéreas.
A visita misteriosa e a posição dos EUA
Até o momento, os Estados Unidos não forneceram explicações oficiais para a visita surpresa de John Ratcliffe à capital russa. A discrição em torno do encontro e a ausência de um comunicado americano ressaltam a natureza sensível das interações entre as agências de inteligência dos dois países.
Dmitry Peskov classificou os contatos por meio dos serviços de inteligência como “um desenvolvimento positivo”. No entanto, ele ponderou que “é muito cedo para dizer como isso afetará o processo de resolução da crise em nossas relações”, indicando que as expectativas de uma mudança imediata nas tensões são moderadas.
Qual o histórico de encontros entre CIA e Rússia?
A última visita de um diretor da CIA a Moscou ocorreu em novembro de 2021, quando William Burns esteve na capital russa. Naquela ocasião, o objetivo era dissuadir Putin de invadir a Ucrânia, uma ofensiva que se concretizaria em fevereiro do ano seguinte. A visita atual de Ratcliffe, em um contexto de guerra já estabelecida, ganha um significado distinto e potencialmente mais complexo para as relações bilaterais. (ANSA)