A Rússia não descarta uma possível reunião com a Ucrânia e os Estados Unidos no próximo mês para discutir o andamento da guerra, em meio a crescentes tensões no Leste Europeu. A declaração surge após um ataque aéreo próximo à Polônia e alertas de drones na Lituânia, que intensificaram a preocupação regional. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou a possibilidade de que o encontro ocorra em outubro.
- A Rússia sinaliza abertura para negociar com Ucrânia e Estados Unidos, com possibilidade de reunião em outubro.
- Tensões no Leste Europeu aumentam após ataque russo perto da fronteira polonesa e alertas de drones na Lituânia.
- Índia e China oferecem-se para mediar o conflito, e a Ucrânia insta a comunidade internacional a agir contra Moscou.
Em entrevista ao jornal Izvestia, o representante do governo russo acrescentou que, atualmente, não há novas propostas para encerrar o conflito, mas que este seria o objetivo de uma eventual cúpula trilateral em outubro.
Condições para o diálogo e mediação internacional
Segundo Yuri Ushakov, assessor de política externa do presidente russo Vladimir Putin, muitas questões ainda precisam ser resolvidas antes de um encontro com Washington e Kiev. No entanto, avanços nas negociações sobre a questão territorial poderiam facilitar a obtenção de outros acordos. “Precisamos de um entendimento sobre o que será acordado em relação à questão territorial. No entanto, há muitas outras questões que ainda precisam ser resolvidas. Ainda assim, se houvesse progresso na questão territorial, provavelmente seria mais fácil avançar para outros acordos”, afirmou Ushakov.
Paralelamente, o Kremlin informou que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, “ofereceram ativamente seus bons ofícios para ajudar a encontrar uma solução” para a guerra na Ucrânia. Segundo Moscou, Putin “acolheu bem a disposição deles em cooperar”.
Como as ações russas impactam a segurança regional?
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, afirmou que um posto de serviços em Yahodyn, próximo à fronteira entre Ucrânia e Polônia, foi atingido durante um ataque massivo de drones contra o país. Diante do episódio, o chanceler voltou a instar a comunidade internacional a agir para conter a Rússia antes que seja tarde demais.
“Este é o terror de Putin, batendo diretamente às portas da União Europeia e da Otan. Os bárbaros russos já estão à sua porta, caros parceiros. Ajam agora: apliquem todo o peso de suas sanções contra o regime agressivo de Putin. Ele precisa entender que sua barbárie encontrará uma resposta firme, capaz de tornar o custo da guerra inaceitável para ele”, afirmou Sybiha.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que diversas equipes de emergência foram deslocadas para a região de Volyn, onde os russos “incendiaram deliberadamente uma locomotiva e danificaram um posto de serviço em um ataque com drones”.
Alerta de drones na Lituânia e reação da Otan
Outra movimentação que alarmou os países da região ocorreu na Lituânia. O país fechou o aeroporto de Vilnius em resposta à possível presença de drones em seu espaço aéreo. Além disso, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mobilizou caças em razão do episódio.
(Da IstoÉ com ANSA)