O governo russo classificou como “um pequeno passo rumo à paz”, nesta segunda-feira (7), a missão dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que buscaram reabrir as negociações para o fim da guerra na Ucrânia. A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, no dia em que terminava uma trégua de três dias em ataques contra Moscou e Kiev.
- Kremlin vê missão de diplomatas americanos como “pequeno passo rumo à paz” para a Ucrânia.
- Presidente Vladimir Putin expressou gratidão a Donald Trump pelos esforços de paz durante encontro.
- Apesar da abertura para negociações trilaterais, posições sobre integridade territorial divergem.
O porta-voz Dmitry Peskov enfatizou que “qualquer tentativa, mais ou menos eficaz, é um pequeno passo rumo à paz”, e Moscou “aprecia muito os esforços dos negociadores americanos”. No encontro de sábado (5) com os representantes do então mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Vladimir Putin “afirmou pessoalmente que aprecia os esforços e que lhe é grato por seu compromisso com a paz”, conforme Peskov.
Possíveis conversas e formatos
O Kremlin também confirmou que uma conversa telefônica entre o presidente russo Vladimir Putin e o então presidente americano Donald Trump não está descartada após a rodada de conversas. A imprensa ucraniana informou que o republicano deve falar ainda nesta segunda-feira com o líder russo e com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Peskov destacou que Moscou não exclui a possibilidade de retomada das negociações em formato trilateral, envolvendo Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. “Mas ainda é cedo para falar de local e datas exatas”, ressaltou o porta-voz.
O que a Ucrânia busca?
Em Kiev, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o país prepara “novos encontros e comunicações” para avançar nas tratativas diplomáticas. “A coisa mais importante é continuar trabalhando ativamente e conjuntamente para que a diplomacia possa ter sucesso”, disse Zelensky.
Contudo, as posições das partes continuam distantes, especialmente em relação à integridade territorial e à neutralidade militar da Ucrânia, além das garantias de segurança para o país no período pós-conflito.
Da IstoÉ com ANSA