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Rússia e China barram esforços dos EUA contra entrega de combustível à Coreia do Norte

Rússia e China barram esforços dos EUA contra entrega de combustível à Coreia do Norte

Navio da Coreia do Norte no porto de Rajin, próximo à cidade de fronteira de Rason, em novembro de 2017. - AFP/Arquivos

Rússia e China bloquearam na terça-feira a iniciativa dos Estados Unidos que visava deter as entregas de combustível à Coreia do Norte, que Washington acusa de violar os limites impostos pela ONU, informaram fontes diplomáticas.

Moscou e Pequim solicitaram mais tempo para analisar a solicitação, que foi apoiada por vários membros das Nações Unidas, incluindo Japão, França e Alemanha, destacaram as fontes.

Há uma semana, os Estados Unidos acusaram a Coreia do Norte de ter violado o limite imposto pela ONU sobre as importações de combustível por meio de transferências de carga entre diversos navios.

A limitação sobre as importações de combustível faz parte das sanções adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU para responder aos testes de mísseis balísticos e armas nucleares da Coreia do Norte.

Os Estados Unidos insistem em manter “pressão máxima” sobre a Coreia do Norte com as sanções até que Pyongyang concorde em desmantelar seu programa de armas.

Washington havia solicitado que um comitê de sanções da ONU determinasse que Pyongyang excedeu o limite anual de 500 mil barris e ordenasse que todos os países suspendessem as entregas de combustível.

Os países do comitê de sanções, incluindo Rússia e China, tinham até esta terça-feira para apresentar objeções à iniciativa americana.

“Os Estados Unidos e seus sócios seguem muito preocupados com o grau das violações da resolução do Conselho de Segurança que ocorrem em relação à importação de produtos petrolíferos refinados por parte da Coreia do Norte”, diz um trecho da solicitação obtido pela AFP.

Nesta quarta-feira o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Lu Kang, afirmou em uma entrevista coletiva que o assunto “deve ser decidido com base em fatos sólidos e verificáveis, com muitas discussões e estudo”.

As partes envolvidas devem “fazer mais coisas que facilitem a situação e levar adiante um acordo político para a questão da Península Coreana”, completou.