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Rússia diz que vacina Sputnik deve funcionar contra ômicron

Rússia diz que vacina Sputnik deve funcionar contra ômicron

Frascos com adesivo "Vacina Sputnik V", em foto de ilustração


Por Dmitry Antonov e Vladimir Soldatkin

MOSCOU (Reuters) – A Rússia disse nesta segunda-feira que estará pronta para fornecer vacinas de reforço para proteção contra a variante ômicron do coronavírus, se necessário, e o Kremlin disse que a reação do mercado financeiro à nova cepa foi emocional e não baseada em dados científicos.

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A variante ômicron, altamente mutada, levou investidores a se protegerem na sexta-feira, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que é provável que a cepa se espalhe internacionalmente, representando um risco muito alto de surtos de infecção que podem ter consequências severas em alguns lugares.

A Rússia foi rápida em desenvolver sua vacina de duas doses, a Sputnik V, no ano passado e também implementou a vacina Sputnik Light, de uma dose, ambas as quais afirmam ter demonstrado alta eficácia em testes, mas ainda aguardam aprovação da OMS.

Além disso, as fabricantes disseram à Reuters que tiveram dificuldades para produzir a segunda dose da vacina, o que prejudicou os esforços para aumentar a produção doméstica.

Mas a Rússia disse nesta segunda-feira que sua vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, provavelmente funcionará contra a ômicron e que, caso não funcione, estará pronta para produzir centenas de milhões de doses de reforço.

“O Instituto Gamaleya acredita que a Sputnik V e a Light neutralizarão a ômicron, pois têm maior eficácia em relação a outras mutações”, disse Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RDIF) que comercializa a vacina no exterior, por meio da conta oficial da Sputnik V no Twitter.

“No caso improvável de uma modificação ser necessária, forneceremos várias centenas de milhões de reforços da Sputnik (contra a) ômicron até 20 de fevereiro de 2022”, disse Dmitriev.

Anteriormente, o Kremlin disse que mais dados eram necessários antes que fossem tiradas conclusões sobre a nova variante.

“Vemos que a reação nos mercados é emocional, não é baseada em evidências científicas, porque ainda não há nenhuma”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres. “O mundo inteiro está tentando descobrir o quão perigosa é (a variante).”

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