Fundador do Telegram reage a mandado de prisão e diz ter rejeitado censura russa

Medida ocorre após Durov recusar exigências de vigilância e censura; bilionário vive fora do país desde 2014

Fundador do Telegram reage a mandado de prisão e diz ter rejeitado censura russa

O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, afirmou nesta quinta-feira (30) ter sido classificado como “terrorista” pela Rússia. A medida, que inclui a emissão de um mandado de prisão internacional e o congelamento de seus fundos no país, ocorre após Durov recusar pedidos de vigilância em massa e censura na plataforma de mensagens. Ele vive fora da Rússia desde 2014 e possui cidadanias francesa e dos Emirados Árabes Unidos.

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O que aconteceu

  • Pavel Durov, fundador do Telegram, foi oficialmente classificado como “terrorista” pela Rússia por se recusar a atender exigências de vigilância e censura em sua plataforma.
  • A decisão das autoridades russas, incluindo o Serviço Federal de Monitoramento Financeiro (Rosfinmonitoring), implica um mandado de prisão internacional e o congelamento de bens do empresário.
  • Moscou acusa Durov de não remover canais e chatbots que seriam usados por inteligência ucraniana para planejar atos de sabotagem, como o serviço “Leonardo Dayvinchik”.

A declaração foi publicada por Durov em seu canal no Telegram, após as autoridades russas emitirem um mandado de prisão internacional contra o empresário sob a acusação de “facilitar atividades terroristas”. O bilionário russo enfatizou que a legislação do país também o proíbe de “publicar informações na internet”.

Durov acrescentou que “as autoridades russas estão evidentemente confusas sobre quem pode banir quem do acesso à Internet”. Esta medida de controle da informação se alinha com a tendência do país de buscar maior autonomia sobre sua rede, como evidenciado em iniciativas anteriores que indicam que a Rússia caminha para isolar sua internet do resto do mundo.

Por que a Rússia classificou Durov como terrorista?

O Serviço Federal de Monitoramento Financeiro da Rússia (Rosfinmonitoring) incluiu Pavel Durov na lista de indivíduos e organizações extremistas ou terroristas – uma medida que implica o congelamento de seus fundos no país. A decisão foi tomada após o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informar que o fundador do Telegram havia sido colocado na lista de procurados.

Durov, que criou o aplicativo em 2013 e posteriormente adquiriu cidadanias francesa e dos Emirados Árabes Unidos, é acusado pelas autoridades russas de não remover da plataforma canais e chatbots que, segundo Moscou, seriam utilizados por serviços de inteligência ucranianos e organizações classificadas como terroristas ou extremistas para planejar atos de sabotagem.

Entre os casos citados pelos investigadores russos está o serviço de namoro “Leonardo Dayvinchik”. As autoridades alegam que agentes ucranianos teriam usado a plataforma para, passando-se por mulheres, entrar em contato com jovens russos e incentivá-los a cometer atos de sabotagem ou terrorismo.

Da IstoÉ com ANSA.