Economia

Russa Gazprom suspende fornecimento por importante gasoduto polonês

Russa Gazprom suspende fornecimento por importante gasoduto polonês

Logo da gigante russa Gazprom em um de seus postos de gasolina, em Moscou, em 11 de maio de 2022 - AFP


A gigante russa de hidrocarbonetos Gazprom anunciou nesta quinta-feira (12) que vai parar de usar um importante gasoduto polonês para seus envios para a Europa, em resposta às sanções ocidentais por sua ofensiva na Ucrânia.

A adoção dessas contrassanções russas “significa a proibição de usar um gasoduto pertencente ao grupo EuRoPol GAZ (responsável pela parte polonesa do gasoduto Yamal-Europe) para transportar gás russo via Polônia”, declarou a Gazprom, em um comunicado divulgado no aplicativo Telegram.

Na quarta-feira (11), Moscou anunciou sanções contra mais de 30 empresas da União Europeia (UE), dos Estados Unidos e de Singapura. Trata-se de uma reação às medidas punitivas aplicadas por estas regiões à Rússia, devido à ofensiva militar em curso na Ucrânia.

Estas sanções incluem a proibição de transações e de entrada em portos russos de navios ligados às empresas citadas.

Entre as companhias afetadas, está a EuRoPol GAZ S.A., proprietária da parte polonesa do gasoduto Yamal-Europe. Esta infraestrutura é crucial para o transporte de gás russo para a Alemanha, via Belarus e Polônia.

A Gazprom acrescentou que “a parte polonesa violou os direitos da Gazprom em várias ocasiões, em sua qualidade de acionista da EuRoPol GAZ e, em 26 de abril de 2022, incluiu a Gazprom na lista de afetados por sanções”. Conforme a nota, isso impede a empresa “de exercer seus direitos sobre as ações da EuRoPol GAZ”, assim como de “receber dividendos”.

Uma grande parte das outras empresas atingidas pertence à Gazprom Germania, filial alemã da gigante russa. Por sua importância estratégica, Berlim colocou-a sob controle do Estado alemão. No início de abril, a Gazprom anunciou sua “retirada” desta subsidiária, sem dar mais informações a respeito.

As medidas ocidentais contra a Rússia no contexto do conflito com Kiev são sem precedentes. Vão do congelamento das reservas russas até o embargo de ativos estratégicos, passando por amplas sanções financeiras.

A Gazprom já havia anunciado em abril que estava suspendendo suas entregas de gás para a Bulgária e para a Polônia, porque estes países não queriam fazer o pagamento em rublos. Ambos são membros da União Europeia (UE).

Há dois dias, o envio de gás para a Europa via Ucrânia se vê afetado pelo conflito. Já o gasoduto Nord Stream 1, que liga Rússia e Alemanha diretamente, continua a salvo desta guerra de represálias.

Nesta quinta-feira (12), o ministro alemão da Energia, Robert Habeck, acusou a Rússia de usar a energia “como uma arma”.