Ruim para Bolsonaro, bom para o Brasil
Presidente Jair Bolsonaro (Crédito: Reprodução Twitter)
Não haviam se passado nem doze horas desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a paralisação dos testes da vacina Coronavac com voluntários brasileiros, devido à morte de uma dos participantes, e Jair Bolsonaro resolveu compartilhar a mensagem de um de seus seguidores nas redes sociais, dando como certo que o incidente estava relacionado ao uso do imunizante. Ele não lamentou o incidente. Ele não julgou necessário esperar mais detalhes sobre o caso. A Coronavac é bancada no Brasil pelo governo de São Paulo, ocupado por João Doria, que Bolsonaro odeia.
Já se passaram três dias desde que o democrata Joe Biden conquistou os votos necessários para ser eleito presidente pelo colégio eleitoral dos Estados Unidos, mas Jair Bolsonaro ainda não o cumprimentou em nome do Brasil. Preferiu esperar o resultado das ações ajuizadas pelo republicano Donald Trump – que ele idolatra -, sob a alegação de que houve fraude na apuração dos votos.
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Nem a cautela, em relação às eleições americanas, nem a pressa, em relação à Coronavac, devem trazer benefícios a Bolsonaro.
No bolsonarismo, a morte de um brasileiro em meio aos testes de um medicamento é causa de alegria, desde que possa ser interpretada como vitória política. Assim, a mensagem reproduzida pelo presidente incluía uma comemoração: “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”.
No começo da tarde desta terça, 10, no entanto, as circunstâncias da morte começaram a ser divulgadas. Segundo as informações da polícia paulista, o jovem de 33 anos se suicidou com uma overdose de remédios.
Qual seria a relação entre o suicídio e a vacina? Nenhuma. O bônus político não virá. Restará, pelo contrário, a imagem (mais uma vez) de um presidente que celebra a morte, quando ela lhe convém.
Até agora, nenhum indício concreto de trapaça foi trazido à luz pelos advogados de Trump. O histórico eleitoral dos Estados Unidos torna muito improvável que se apresente um cenário de fraude abrangente, capaz de modificar o resultado das urnas. Vitórias eventuais na Justiça tampouco devem trazer alterações significativas na contagem de votos.
As chances de que Trump possa ganhar um segundo mandato e presentear Bolsonaro com um osso, em retribuição pela subserviência, são pequenas. Restará a má vontade de Joe Biden, o próximo mandatário americano.
É sempre bom quando Bolsonaro erra. O que é ruim para Bolsonaro, é bom para o Brasil.
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