Rubio diz que Venezuela precisará de eleições ‘justas’ e ‘democráticas’

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, garantiu nesta quarta-feira (25) que a Venezuela precisará de eleições livres depois da operação militar que derrubou o presidente Nicolás Maduro em janeiro, embora não tenha dado um prazo.

Durante uma cúpula de líderes caribenhos em São Cristóvão e Neves, Rubio disse que acreditava que a Venezuela estava caminhando para uma próxima fase que deverá permitir eleições.

“Para que deem o próximo passo rumo ao verdadeiro desenvolvimento desse país e se beneficiem realmente de suas riquezas em favor de seu povo”, os venezuelanos “precisarão da legitimidade de eleições justas e democráticas”, declarou o secretário de Estado.

“Mas nossa prioridade inicial após a captura de Maduro foi garantir que não houvesse instabilidade, que não houvesse uma migração massiva e que não houvesse um transbordamento de violência, e acreditamos que conseguimos isso”, afirmou.

Os Estados Unidos, que em seu dia defenderam a oposição democrática da Venezuela, têm trabalhado desde a destituição de Maduro em 3 de janeiro com a presidente interina Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente do líder de esquerda.

O presidente Donald Trump expressou sua satisfação com Rodríguez, incluindo a recepção que ela deu às companhias petrolíferas americanas, embora tenha ameaçado recorrer à violência se ela não cumprir suas ordens.

Rubio reconheceu as desconfianças de alguns líderes caribenhos sobre a captura de Maduro em janeiro, mas destacou os avanços na Venezuela, incluindo a libertação de presos políticos.

“Vou dizer isto a vocês, e direi sem desculpas nem temores: a Venezuela está melhor hoje do que estava há oito semanas”, declarou. “O progresso que está sendo alcançado é substancial, mas ainda há um longo caminho a percorrer”.

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