O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, qualificou, neste domingo (30), como “muito produtivos” os diálogos com uma delegação ucraniana na Flórida, mas alertou que mais trabalho ainda é necessário para pôr fim à guerra na Ucrânia.
“Tivemos outra sessão muito produtiva, aproveitando os resultados de Genebra e os acontecimentos desta semana”, declarou Rubio a jornalistas. “Mas ainda há mais trabalho a ser feito”.
O secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia, Rustem Umerov, que liderou a delegação de Kiev, também descreveu as negociações como “produtivas e bem-sucedidas”.
Anteriormente, uma fonte próxima à delegação de Kiev declarou à AFP que as negociações “não são fáceis”.
“O processo não é fácil, já que a busca por fórmulas e soluções continua”, disse a fonte, que denominou os diálogos de “construtivos”.
“Todos estão interessados em um resultado concreto para que haja um tema para negociações futuras entre Estados Unidos e Rússia”, afirmou.
Outra fonte com acesso às discussões disse à AFP que os americanos querem que durante esta negociação “sejam acordados os pontos finais” para poderem ir a Moscou.
Esta segunda fonte explicou que a formulação destes pontos é “complicada, especialmente no que diz respeito aos territórios”, pois os americanos se consideram “mediadores, não uma parte” que apoia a Ucrânia.
“Mas todos estão tentando ser construtivos e encontrar uma solução”, acrescentou.
Os Estados Unidos apresentaram há dez dias um plano de 28 pontos para pôr fim ao conflito desencadeado pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O primeiro esboço do plano foi criticado por ser considerado favorável demais à Rússia e foi alterado. Agora, deve ser aprovado por ambas as partes em conflito e pelos europeus aliados da Ucrânia.
Kiev participa destas negociações sob pressão militar pelo avanço dos russos na frente de combate oriental e com um governo afetado por um escândalo de corrupção.
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