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RS: Padre celebra casamento do neto e afirma ‘quase ninguém tem essa oportunidade’

Crédito: Divulgação

Paulo Müller, 85, foi casado com Lizzete durante 29 anos. Com a morte da esposa, ele resolveu procurar amparo em uma igreja e acabou se envolvendo nas atividades religiosas. Depois de alguns anos, se tornou padre e no dia 14 de maio celebrou o casamento do neto Ânderson Martins Müller com a noiva, Rafaela Pilla Muccillo. A cerimônia aconteceu na Igreja Santa Teresinha, em Porto Alegre (RS). As informações são do G1.

“Foi uma coisa maravilhosa. Quase ninguém tem essa oportunidade que eu tive”, disse o padre.


Paulo contou que conheceu a esposa em uma cafeteria na década de 1950. “Na primeira vez que eu a vi, (disse): ‘pois é, dona Lizzete, eu vou lhe dizer uma coisa com toda a coragem, a senhora vai ser a mãe dos meus filhos’. Ela ficou escandalizada com aquilo.”

E assim se cumpriu, Paulo e Lizzete foram casados durante 29 anos e tiveram quatro filhos.

Depois da morte da esposa, ele passou a frequentar a igreja e participar de algumas atividades sendo catequista, ministro da eucaristia e diácono.

Alguns anos depois, ele decidiu ir para o seminário. O bispo de Novo Hamburgo (RS) na época, dom Boaventura Kloppenburg, enviou o pedido de Paulo para o Vaticano, que autorizou a sua formação religiosa.

Depois de adiar o casamento algumas vezes por causa da pandemia de Covid-19, a cerimônia finalmente aconteceu e Ânderson chamou o avô para celebrar. “Ele ficou super feliz, faceiro com a possibilidade de casar um neto.”

Divulgação Ânderson Martins Müller (à esquerda),
Paulo Müller e Rafaela Pilla Muccillo (Crédito:Divulgação)

Ânderson ainda frisou que o avô seguiu todos os ritos católicos, como a preparação dos noivos.

“Ele é uma das poucas pessoas que podem falar que já estiveram dos dois lados da mesa”, brincou.

Segundo o noivo, a sua avó faleceu antes de ele nascer. Por isso, sempre tratou com naturalidade a vocação sacerdotal do avô.

“(Quando) eu dizia: ‘meu vô é padre’, e as pessoas achavam estranho. Mas, para mim, sempre foi uma coisa natural, muito embora pouco comum”, finalizou.