Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O ex-jogador Anderson, com passagens por Manchester United, Grêmio, Inter e Seleção Brasileira, foi alvo de mandado de busca e apreensão na quinta-feira (25), em Porto Alegre (RS). Ele teve o computador e o celular apreendidos no âmbito da Operação Criptoshow, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS). As informações são do jornal GaúchaZH.

De acordo com o MP-RS, as investigações buscam desarticular uma organização criminosa que desviou R$ 35 milhões de uma indústria e da Bolsa de Valores e lavou dinheiro com bitcoins. O nome do ex-jogador não foi divulgado pelo MP.

No entanto, o ex-jogador emitiu uma nota confirmando a busca e apreensão na residência dele. Segundo Anderson, ele investe no mercado de criptomoedas e não tem nada a esconder. O ex-jogador está aposentado desde o ano passado.

Ao todo, os policiais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Criptoshow. As investigações do MP apontam que nos dias 15 e 16 de abril deste ano, foram desviados R$ 30 milhões da conta bancária de uma grande indústria por meio de 11 transferências eletrônicas (TEDs) para seis empresas localizadas em Porto Alegre, Cachoeirinha, São Paulo e Porto Velho, em Rondônia.

Leia a íntegra da nota de Anderson:

“Eu, Anderson Luís de Abreu Oliveira, venho a público esclarecer:

Trouxe recursos de uma vida toda para fazer negócios no Estado que amo. Apesar das dificuldades que ele vem passando, quero continuar fazendo negócios aqui, pois acredito e sou prova de que um menino pobre e sem estudo pode vencer na vida com trabalho e empenho.

Conheço e invisto há quatro anos no mercado de criptomoedas. Investi mais fortemente em 2019 no bitcoin, comprei com dinheiro declarado, conforme comprovante e imposto de renda.

Desde então, negocio no mercado a compra e venda destas criptomoedas para ganhar dinheiro, e também porque gosto da tecnologia. Para isso, comprei a participação na empresa House Tecnologia Ltda, que realiza as compras e vendas quando é oportuno.

Uma de nossas empresas foi relacionada em um assunto que não merecíamos. Hoje, por conta disso, recebi em minha residência a polícia, com a cordialidade que lhes é merecida. Nada tenho a esconder. Nossos valores são fruto do meu trabalho e estão devidamente declarados.

Agradeço às autoridades pelo tratamento digno ao qual fui submetido, e a todos que sabem o que sou e o quanto sou grato ao Rio Grande do Sul. Tanto que continuarei investindo e dando empregos o quanto eu puder”.