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RS: Homem agride médica obstetra com socos e chutes em hospital

Crédito: Arquivo pessoal

O marido de uma paciente foi denunciado por agredir com chutes e socos a médica Scilla Lazzarotto, de 46 anos, na sexta-feira (29). A agressão ocorreu enquanto ela realizava um parto no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul. As informações são do G1.

Segundo Scilla, o marido da paciente já havia se demonstrado agressivo quando o casal chegou ao hospital na madrugada. A médica conta que estava atendendo outras pacientes e chegou a pedir para que o homem se acalmasse.

Scilla afirmou ainda que a esposa do homem estava reclamando de dores e que por isso, ela sugeriu falar com o anestesista e fazer uma cesárea. Neste momento, segundo Scilla, o marido dela recomeçou a ofendê-la. “Quando estava saindo da sala, ele botou a mão na capanga e disse: ‘Eu tenho um 38 e um 42, vou te dar um tiro e vou te matar. Tu não vai sair viva daqui'”, diz Scilla ao G1.

De acordo com a médica, ela ignorou a ameaça e se dirigiu para a saída da sala. “Quando estava saindo, ele deu uma voadora nas costas. Voei 1m em cima de uma pia de ferro, cortei o braço, ele pegou meus cabelos e deu uns cinco socos na nuca, que desmaiei. Bati com a cabeça no marco da porta”, descreve Scilla.

Ela ficou desacordada e foi socorrida pelos residentes que também tentaram segurar o agressor, que fugiu do local. De acordo com a médica, outro colega assumiu o parto, e tanto a mãe como a criança estão bem. O homem não foi localizado. Segundo a Polícia Civil, o caso será investigado pela titular da Delegacia da Mulher, Márcia Chiviacowsky.

Em nota, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) condenou a agressão e promete tomar um conjunto de ações para buscar a punição ao agressor. “Qualquer ato de violência é injustificado e qualquer violência contra profissionais de saúde é um ataque à sociedade. Denunciaremos isso, amplamente. Mas também precisamos agir para punir e prevenir”, diz o comunicado.

Também em nota, o Hospital Escola afirma que prestou o atendimento à funcionária e que proibiu a entrada do homem nas dependências do hospital. “Registramos nosso total apoio e solidariedade à médica agredida e a toda equipe. Estamos colaborando com as autoridades policiais e judiciárias”, diz a UFPel.

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