Edição nº2552 15/11 Ver edições anteriores

Rolo no DF

VAI E VOLTA Frejat desistiu por conta do assédio de Arruda. Agora, diante de novas pressões, resolveu “repensar” (Crédito:Antonio Cunha/CB)

A eleição no Distrito Federal ganha contornos imprevisíveis com as idas e vindas do ex-secretário de Saúde Jofran Frejat. Candidato pelo PR, Frejat liderava com folga todas as pesquisas. Desistiu de concorrer na terça-feira 17. A decisão de Frejat acontece depois de desentendimentos com o ex-governador José Roberto Arruda, aquele que responde pelos rolos descobertos no chamado mensalão do DEM. Frejat reclamava de pressões inaceitáveis de Arruda, e chegou a dizer que, para ser governador, “não venderia a alma ao diabo”. Um dia depois, pressionado, Frejat admitiu “repensar” sua posição. E o eleitor, aturdido, aguarda o capítulo final desse vai-e-vem.

Idade pesa?

Jofran Frejat era candidato a governador do Disrito Federal por uma frente formada contra a reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O que se comenta em Brasília é que José Roberto Arruda e outros políticos dessa frente apostavam na idade avançada de Frejat para tutelar seu governo. Quando percebeu, Frejat reagiu e buscou uma autonomia que não teria. Frejat tem 81 anos.

O curioso PR

O curioso da história é que, ao final, nacionalmente o PR de Jofran Frejat poderá acabar ao lado do PSB de Rodrigo Rollemberg. O comandante do PR, Valdemar Costa Neto, avalia três possibilidades de alianças para seu partido: Ciro (PDT), Alckmin (PSDB) ou Bolsonaro (PSL). Hoje, parece pender mais para Ciro. Se essa for também a opção do PSB, seus partidos conviverão nos mesmos palanques.

Astronauta no céu

Divulgação

Depois de ter ido ao espaço num voo da Nasa em 2006, o astronauta Marcos Pontes planeja agora uma viagem ao “céu”. Pelo menos era “céu” o apelido que Darcy Ribeiro dava ao Senado nos tempos em que lá esteve como senador. Marcos Pontes aceitou ser suplente na chapa do deputado Major Olímpio, que tentará uma vaga no Senado por São Paulo pelo PSL. Numa ausência do major, o astronauta vira senador.

Rápidas

* Mal ou bem, a patuscada jurídica para tentar tirar Lula da cadeia no domingo 8 rendeu seus efeitos. É o que mostra a agência AJA Media Solutions, que vem monitorando o comportamento dos candidatos à Presidência nas redes sociais.

* Segundo o levantamento, as menções a Lula no Twitter cresceram 36%. O debate em torno do caso da tentativa de soltura do ex-presidente acabou influenciando o desempenho de todos os demais candidatos.

* A fatia de relevância de Jair Bolsonaro, do PSL, por exemplo, segundo a AJA, caiu de 25% para 14%. A agência já vinha mostrando uma tendência de congelamento do desempenho de Bolsonaro nas últimas semanas.

* Em termos de relevância no Twitter, o terceiro lugar é de Guilherme Boulos (PSol), e o quarto de Manuela D’Ávila (PCdoB). A agência verificou que tuítes de outros candidatos sobre o caso Lula tiveram também influência nos seus desempenhos.

Retrato falado

“O problema é que falta eleitor” (Crédito:Sidney Lins Jr.)

Embora seja um dos parlamentares mais influentes de seu partido, neste momento o deputado José Carlos Aleluia não ousa arriscar quem o DEM apoiará para a Presidência da República. “A maior parte das pessoas ainda não tem candidato, e isso dificulta qualquer decisão. As pessoas ainda não estão preocupadas com o seu futuro”, diz ele. O problema é que as eleições se aproximam. “Pode ser que semana que vem o quadro se aclare mais. Mas não acredito que vá se resolver”.

Vaquinha Fake

O modelo original de crowdfunding, a vaquinha virtual para ajudar os candidatos nas eleições, não emplacou. Isso, porém, não impediu que os espertinhos usassem o modelo para tentar botar, de forma irregular, dinheiro no bolso. Recentemente, descobriu-se um perfil falso em nome de “Luiz Inácio Lula da Silva” que criou um perfil de arrecadação no site “Vakinha.com”. Esse perfil pedia fundos para o ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril, alegando que os juízes tinham bloqueado todos os recursos do petista, e que sua família estava desempregada, passando necessidades, e precisando de ajuda. Por sorte, poucos caíram no golpe.

Plantão

Embora o Congresso Nacional esteja de recesso, há uma comissão de 50 parlamentares de plantão. Composta por senadores e deputados, ela tem poder de deliberação para assuntos urgentes, como créditos adicionais, prorrogação de lei e tratados internacionais. As reuniões devem ser agendas com 12 horas de antecedência, mas é exigida a presença diária deles.

Ausência

Jane de Araújo (Crédito:Jane de Araújo)

Neste semestre, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) está entre os escolhidos para o plantão. Mas já levou duas faltas por causa de viagem ao Chile para não assumir a Presidência. Integrante também da comissão, Cristovam Buarque comenta o caso do plantonista ausente pelas circunstâncias legais: “No Brasil, nada mais é estranho”.

Segundo em São Paulo

Mateus Bonomi

Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada esta semana dá certo alento ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Em São Paulo, ele encostou em Jair Bolsonaro, do PSL. De acordo com a pesquisa, o ex-capitão tem a preferência de 22,3% dos paulistas. Alckmin vem em segundo, com 19%. Marina, da Rede, é a terceira, com 10,4%.

Toma lá dá cá

 

Deputado Júlio Delgado (PSB-MG)

O PSB é o aliado com que a grande maioria dos candidatos sonha. O que fará o partido nestas eleições presidenciais?
Levantou-se tudo. Está tudo suspenso. Ainda não podemos dizer para onde o partido vai caminhar.

O que aconteceu?
No início da semana, eu diria que tínhamos 80% de chance de apoiar Ciro Gomes. Mas a situação reverteu-se, com as questões de Pernambuco, com o governador Paulo Câmara tendendo ao PT, e São Paulo, com o governador Márcio França tendendo ao PSDB. Voltou a ficar forte a ideia de neutralidade. Ou, de novo, candidatura própria, embora eu ache que já está muito em
cima para isso.

E julho chega ao fim sem definição…
Adiamos nossa reunião para o dia 30. Eu ainda acho que a tendência mais forte é Ciro. Essa é a nossa posição em Minas. Mas Minas não decide sozinha. O problema é achar uma solução que aglutine e satisfaça todo mundo. Vamos esgotar
o prazo ao máximo. A definição, infelizmente, vai ficar assim, para bem perto da convenção, no dia 5 de agosto.

 


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