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Rollo diz que ‘acabou com a mamata’ e demitiu ‘marajás’ no Santos

Negociar dívidas e lidar com punições da Fifa não são as únicas tarefas de Orlando Rollo. Preocupado com as finanças do Santos, o presidente em exercício tem tentado reduzir os custos do clube com demissões de funcionários, alguns considerados “marajás” pelo dirigente.

Rollo não dá detalhes sobre as demissões, nem revela o número de demitidos. Mas indica supostos abusos no clube, incluindo funcionários fantasmas. “Tinha funcionários com salários milionários. O presidente afastado tinha mordomo em São Paulo. O Santos tem condições de pagar mordomo ao presidente? Estamos acabando com a mamata. Vamos acabar com esse benefícios que os ex-funcionários tinham”, afirma.

Ele atribui aos demitidos o que chama de “fake news” sobre novas contratações. “Já li que fizemos 50, 60 contratações administrativas. Ontem vi que o Santos tinha feito 700 contratações administrativas. Isso é mentira, é para desestabilizar o ambiente do clube. Acabamos com a mamata, acabamos com os funcionários fantasma. E esse pessoal não está contente.”

Rollo admite que vem fazendo contratações, mas com base em currículo e reconhecimento do mercado. “O que acontece é que precisamos fazer uma readequação administrativa com critérios técnicos. Aprovamos novo organograma e tivemos que preencher as vagas com profissionais do mercado, qualificados, para nos ajudar nesta difícil tarefa. E tem muita gente nos ajudando de graça, abnegados santistas, conselheiros, ajudando no Comitê de Transição.”

Ele prometeu que as informações sobre as contratações vão se tornar públicas “nos próximos dias”, quando lançar o Portal de Transparência de sua gestão de transição – Rollo realiza mandato tampão após o afastamento do presidente José Carlos Peres.

“Teremos as informações de todo mundo contratado, seus currículos. Contratamos com base em critérios técnicos, profissionais de mercado”, comentou Rollo, antes de reclamar dos rumores. “Isso atrapalha muito o nosso trabalho. Estamos negociando pagamento de dívidas, negociando renovação de contrato de jogadores. São problemas muito grandes e temos que parar o nosso trabalho para responder conselheiro, torcedor e associado. Primamos pela transparência, não vou deixar ninguém sem reposta.”

Rollo garantiu que todos os novos funcionários foram admitidos sem multa nos contratos. “Se o próximo presidente quiser demitir algum deles, vai poder demitir sem ônus para o clube”, explicou o presidente em exercício.

O futuro mandatário do Santos será escolhido na primeira quinzena de dezembro. Rollo assegurou que não está na disputa. “Não sou candidato. Assumi esse desafio para tentar congregar todos os grupos, que nos ajudem neste Comitê de Transição, trazendo todos os grupos para participar.”

No entanto, indicou que pode apoiar Andrés Rueda. “É o candidato que mais tem nos apoiado. Colocou do próprio bolso para pagar a dívida com o Hamburgo: 2 milhões de euros. Emprestou sem juros. O Rueda salvou o Santos Futebol Clube. Nós fatalmente perderíamos os seis pontos na tabela se não tivéssemos recebido esse empréstimo. Não tínhamos como buscar esse dinheiro no mercado.”

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