Rodríguez anuncia ‘anistia geral’ para presos políticos na Venezuela

A presidente também prometeu fechar a penitenciária de El Helicoide, em Caracas

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, segura uma cópia da Reforma da Lei Orgânica dos Hidrocarbonetos em frente ao palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, em 29 de janeiro de 2026 - AFP

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma anistia geral para todos os prisioneiros políticos encarcerados no país, como parte do processo de abertura política iniciado após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em 3 de janeiro.

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“Anuncio uma lei de anistia geral e ordeno que esta lei seja apresentada à Assembleia Nacional para promover a coexistência na Venezuela”, disse a mandatária durante um evento no Tribunal Supremo de Justiça.

“Peço a todos que não recorram à violência ou à vingança, para que possamos viver em harmonia”, acrescentou Rodríguez, garantindo que essa decisão já havia sido discutida com Maduro.

A presidente também prometeu fechar a penitenciária de El Helicoide, em Caracas, denunciada como centro de tortura de prisioneiros políticos por parte do regime chavista, e sua conversão em um “espaço comunitário” destinado a atividades esportivas, culturais e sociais.

Segundo Rodríguez, a medida se insere em uma “nova fase de reconciliação e reconstrução institucional” na Venezuela. No entanto ela não forneceu detalhes operacionais nem prazos para a conversão de El Helicoide em um centro social.

Ao longo dos últimos anos, as Nações Unidas e ONGs como Anistia Internacional e Human Rights Watch documentaram casos de tortura, maus-tratos e outras violações graves dos direitos humanos dos detidos na penitenciária.

Desde a queda de Maduro e a ascensão de Rodríguez, o regime venezuelano já libertou dezenas de prisioneiros políticos, incluindo americanos e italianos. De acordo com a Embaixada dos EUA em Caracas, todos os cidadãos do país presos na Venezuela já foram soltos.

Escanteada pelo presidente Donald Trump no processo de transição pós-Maduro, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que a anistia é resultado das “pressões” dos Estados Unidos, e não um “gesto voluntário do regime”.

“Espero que os prisioneiros possam se reunir em breve com suas famílias”, acrescentou ela durante evento na Colômbia. (ANSA).