O Partido Socialista Brasileiro (PSB) filiou o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na noite desta quarta-feira, 1º de abril, em Brasília, visando garantir o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais.
+ Rodrigo Pacheco divulga vídeo de petista que pede sua candidatura ao governo de MG
+ Pacheco chama Lula de “maior democrata” da história do Brasil em aceno à disputa por Minas
O que aconteceu
- Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, filiou-se ao PSB para consolidar sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais com o apoio de Lula.
- A filiação ocorreu em Brasília e contou com a presença de importantes figuras do PSB, como Geraldo Alckmin e Márcio França.
- Pacheco deixou o PSD e agora, em um partido aliado ao PT, busca o caminho livre para a disputa eleitoral em Minas.
O ato de filiação ocorreu no diretório nacional do PSB, em Brasília, e contou com a presença de destacadas figuras do partido. Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o presidente nacional da sigla, João Campos (PSB), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).
A movimentação de Pacheco sucede sua saída do PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. Essa mudança se deu em um contexto de rearranjos políticos, com o governo de Minas Gerais sendo ocupado interinamente por Matheus Simões, vice do governador Romeu Zema (Novo), que se desincompatibilizou de sua posição em meio a negociações visando a eleição presidencial de outubro.
A movimentação política de Pacheco
O PSD, por sua vez, anunciou nesta semana a pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à presidência da República. A decisão ocorreu após a desistência do governador paranaense, Ratinho Júnior (PSD), de entrar na corrida pelo Palácio do Planalto.
Com a filiação ao PSB, um partido tradicionalmente aliado ao PT, Pacheco vislumbra um cenário mais favorável para sua pré-candidatura ao governo mineiro. A expectativa é de que ele possa angariar o apoio do presidente Lula sem enfrentar resistências significativas ou constrangimentos internos na base aliada.
Qual a estratégia do PSB?
O convite para Pacheco se juntar ao PSB foi selado em um jantar na semana passada, que reuniu Alckmin, João Campos e o ex-presidente da legenda, Carlos Siqueira. A principal argumentação dos socialistas para convencer o senador centrou-se na garantia de que o PSB, ao contrário de outras siglas em Minas Gerais, estaria unificado em torno de sua candidatura ao governo estadual.
Essa estratégia visava dissuadir Pacheco de considerar outras opções partidárias, como o MDB, que já conta com Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, como pré-candidato. A articulação do PSB, nesse sentido, obteve êxito em seus objetivos.
Com informações da Agência Estado