O robô humanoide que chamou a atenção durante o desfile de 7 de Setembro, em Brasília, ao bater continência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um equipamento fabricado pela chinesa Unitree Robotics e pode ser encontrado no mercado por cerca de R$ 194 mil.
Durante as comemorações da Independência, o robô apareceu fardado e foi transportado sobre uma viatura militar. Além de acenar para o público, o equipamento prestou continência ao passar diante da tribuna presidencial e também interagiu com a primeira-dama Janja da Silva.
O Exército confirmou que o equipamento é um Unitree G1, na versão EDU, voltada principalmente para instituições de ensino e pesquisa. A unidade pertence ao Instituto Militar de Engenharia (IME) e foi adquirida com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Exército não revela quanto pagou pelo robô
Apesar de modelos do equipamento serem encontrados em plataformas de comércio eletrônico por valores próximos de R$ 194 mil, o Exército não informou quanto o IME efetivamente desembolsou pela unidade. Por isso, o valor de mercado não deve ser tratado como o preço pago pelas Forças Armadas.
A própria fabricante anuncia o G1 em configurações a partir de US$ 13,5 mil, mas o preço varia conforme versão, componentes opcionais, impostos, transporte e configuração. A versão EDU oferece recursos adicionais destinados ao desenvolvimento de aplicações e pesquisas.
Com aproximadamente 1,32 metro de altura e 35 quilos, o G1 possui estrutura articulada capaz de reproduzir diferentes movimentos. Dependendo da configuração, o equipamento pode contar com até 43 graus de liberdade nas articulações.
Robô é utilizado em pesquisas do IME
Segundo o Exército, o humanoide é empregado pelo IME em atividades de ensino, pesquisa e extensão. Os sensores e a capacidade de processamento da plataforma permitem o desenvolvimento de algoritmos relacionados a robótica, inteligência artificial, percepção do ambiente, navegação e autonomia de sistemas.
Apesar da aparência militar adotada durante o desfile, a Força afirmou que não há previsão de emprego operacional direto do humanoide. Portanto, o G1 não deve ser apresentado como um robô já utilizado pelo Exército em missões ou combates.
As tecnologias desenvolvidas a partir da plataforma, porém, poderão contribuir para outras aplicações militares. O Exército cita sistemas embarcados em drones, veículos autônomos, armamentos controlados remotamente e robôs destinados à detecção e desativação de explosivos.
Da IstoÉ