O ex-jogador de futebol Robinho, preso em 2024 após ser condenado a nove anos de prisão por agressão sexual na Itália, não se adaptou à rotina da prisão e estaria “falando sozinho” no pátio da penitenciária. É o que afirma o jornalista Ulisses Campbell no livro “Tremembé: O presídio dos famosos”.
Em entrevista aos podcasts”Flow” e “Ticaraticacast”, o autor explicou que houve um aumento no número de visitas aos demais presos para que as pessoas pudessem ver o ex-atleta, e que Robinho tem treinado times dos carcereiros e presidiários.
“Eu diria que ele não está adaptado. Os últimos relatos que eu tive, é que ele está andando pelo pátio, falando sozinho”, afirmou o jornalista.
Segundo Campbell, o ex-jogador tem apoiado outros detentos, oferecendo orientação jurídica por meio de advogados indicados para aqueles que dependem da Defensoria Pública na revisão de suas penas. Em contrapartida, Robinho não realiza serviços de limpeza e recebe proteção dos demais presos.
“Ele divide cela com um preso. Ele é um ‘astro’. Qualquer preso que chegue com essa alcunha dele, ele já jogou na seleção…a própria comunidade vai cuidar dele. Ele disse que os presos vão contando os dramas para ele. O maior problema dos presos é não ter advogado para acompanhar a execução penal”, afirmou.
Campbell disse que, segundo fontes, o ex-atleta nega autoria no crime e enfrenta dificuldades com o cotidiano no presídio. “Se adaptar é aceitar a condição. Se adaptar à rotina. No caso do Robinho, ele não internalizou que cometeu crime. Ele se diz inocente até agora. Ele acha que é uma condenação injusta”, emendou.
No dia 28 de agosto de 2025, o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para negar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Robinho, com placar de 10 a 1. Apenas o magistrado Gilmar Mendes abriu divergência e votou contra o entendimento do relator do caso, o ministro Luiz Fux.