Roberto Mancini assume seleção italiana e mira “troféu importante”

Treinador Roberto Mancini retorna à Azzurra, prometendo renovar o futebol e conquistar títulos, enquanto Claudio Ranieri assume direção técnica do time

ROMA — O técnico Roberto Mancini foi apresentado nesta quarta-feira (29) como o novo treinador da seleção italiana de futebol, que não disputa a Copa do Mundo desde 2014. Em sua segunda passagem pela Azzurra, Mancini expressou a ambição de conquistar “um troféu importante” nos próximos quatro anos.

O treinador já havia comandado a equipe entre 2018 e 2023, período em que obteve o inesperado título da Eurocopa em 2021, mas falhou na repescagem europeia para o Mundial de 2022, sendo derrotado pela Macedônia do Norte em casa.

O que aconteceu

  • Roberto Mancini assume novamente a seleção italiana de futebol com a meta de conquistar um troféu relevante nos próximos quatro anos.
  • Mancini retorna após ter comandado a Azzurra entre 2018 e 2023, período em que venceu a Eurocopa de 2021, mas não conseguiu a classificação para a Copa do Mundo de 2022.
  • Claudio Ranieri foi apresentado como o novo diretor técnico da seleção, com o objetivo de resgatar a paixão dos torcedores e melhorar a formação de jovens talentos.

“Assinei um contrato de quatro anos e espero vencer um troféu importante, ou até dois, e depois permanecer”, declarou Roberto Mancini em coletiva de imprensa realizada em Roma. Para alcançar seus objetivos, o técnico planeja montar uma equipe “propositiva e que jogue bem”, integrando novos nomes para renovar o elenco tetracampeão mundial. “Queremos bons jogadores técnicos e jovens, é importante termos jogadores técnicos. Vamos colocá-los juntos e montar uma equipe que consiga jogar bem o mais rapidamente possível”, acrescentou.

A reconexão com a Azzurra

Durante a apresentação, Mancini também pediu desculpas pela forma como deixou a Azzurra em 2023. Naquela ocasião, o técnico foi acusado de trocar a Itália pelos petrodólares da Arábia Saudita, país que assumiria poucos dias depois. No entanto, ele sempre atribuiu sua saída a divergências com o então presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Gabriele Gravina.

“Antecipo uma coisa a respeito do caso de três anos atrás. Houve uma falta de comunicação entre o presidente Gravina e eu. Se tivéssemos nos falado, tudo teria sido diferente. Mas aconteceu assim, e eu lamento muito”, garantiu Mancini. O treinador comparou a seleção italiana à “mulher amada”.

“Para mim, a camisa da seleção é importante como a mulher da sua vida. Se o apaixonado a perde, quer dizer que ele errou, e não importa o quão bom tenha sido antes. Mas agora a sorte me dá a possibilidade de tentar de novo e vou fazer o máximo para levar a seleção italiana para onde ela merece”, acrescentou o treinador. A estreia de Mancini está marcada para 25 de setembro, contra a Bélgica, pela Liga das Nações da Uefa.

Onde a Itália busca renovação?

A coletiva de imprensa também marcou a apresentação do novo diretor técnico da Azzurra, Claudio Ranieri. Ele foi contratado após a renúncia de Paolo Maldini, que deixou o cargo por discordar da decisão do presidente da Figc, Giovanni Malagò, de barrar a contratação de Andrea Pirlo devido a seu envolvimento com uma casa de apostas da Rússia.

Veterano treinador campeão da Premier League pelo Leicester City, um dos maiores feitos deste século no futebol, Ranieri afirmou que a chegada à seleção é o “coroamento da carreira”. Ele destacou que seu trabalho terá como objetivo principal fazer os torcedores “se apaixonarem novamente” pela Azzurra e “permitir que as crianças”, incluindo seu neto de 12 anos, “vejam a Itália na Copa”.

“A diferença é que somos bons na tática, e as outras seleções são boas na técnica. É preciso fazer as crianças voltarem a driblar. Vencemos em nível juvenil porque somos bons taticamente, mas é necessário melhorar a técnica individual”, afirmou Ranieri.

Da IstoÉ com ANSA