Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, disse que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), internado desde o começo de setembro, já tem condições de ter alta médico-hospitalar. A unidade também pediu pressa no envio de uma escolta para que ele seja transferido, já que sua permanência tem gerado elevados custos com vigilância privada. As informações são do jornal O Globo.

“O hospital vem custeando, há quase 35 dias, um posto de vigilância privada, 24 horas por dia, em frente ao quarto do sr. Roberto Jefferson; ocorre que, lamentavelmente, o hospital não tem mais condições de suportar os ônus financeiro e humano decorrentes dessa vigilância privada 24 horas por dia, seja porque não possui poder de policia, seja porque não detém condições de garantir a devida segurança ao paciente/custodiado, bem como aos colaboradores e demais pacientes do hospital”, diz o Samaritano em um documento enviado à Polícia Federal.

A PF encaminhou o pedido ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes, que foi quem determinou a prisão preventiva de Jefferson em agosto por ataque às instituições democráticas, e que posteriormente autorizou sua internação para tratamento médico com uso de tornozeleira eletrônica.

O hospital também pede que, caso a designação de equipe policial para acompanhar a alta hospitalar possa demorar, “requer-se respeitosamente a imediata designação de policiais federais para monitorar o custodiado Roberto Jefferson até sua efetiva saída deste hospital”.

Jefferson está internado desde o dia 5 de setembro, após ter sido diagnosticado com uma infecção urinária, além de dores na lombar. Além do monitoramento eletrônico, o ex-deputado está proibido de receber visitas sem autorização da Justiça, com exceção de seus familiares. Ele não também não pode usar redes sociais nem por meio de sua assessoria, nem conceder entrevistas.

Ele foi preso em 13 de agosto, por determinação de Morares, que escreveu que ele faz parte de uma “possível organização criminosa” que busca “desestabilizar as instituições republicanas”.