Durante o cumprimento de 7 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão, a Polícia Federal prendeu um policial militar da reserva e mais três suspeitos de “associação criminosa”. O motivo é a suposta organização de atos golpistas em Rondônia após a vitória nas eleições presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ação conjunta com o Ministério Público, a PF também suspendeu o direito ao porte e posse de arma dos envolvidos. O objetivo é desmantelar uma organização em Colorado Oeste (RO).
“Alguns dos envolvidos que possuíam licença de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) tiveram sua autorização suspensa e o respectivo armamento e munições foram recolhidos”, diz a PF.
Ainda segundo a PF, o PM detido, empresários e produtores rurais teriam coagido cidadãos a participar dos protestos. Os agentes apreenderam 9 armas, 6 aparelhos telefônicos, 300 munições.

Armas e munições apreendidas pela PF na Operação Eleutéria
A Operação batizada de Eleutéria foi iniciada após denúncias de comerciantes, caminhoneiros e autônomos. O nome é uma referência à deusa grega da Liberdade, em alusão “ao clamor popular de comerciantes, motoristas, empresários e cidadãos do município que vieram até as autoridades suplicar pela garantia da sua liberdade”, conclui a PF.
Além da coação, os suspeitos teriam interrompido o acesso da população local a bens de consumo essenciais e acesso dos estudantes às escolas prejudicado. Os suspeitos podem ser enquadrados nos crimes de associação criminosa, constrangimento ilegal, coação no curso do processo, crimes contra a relação de consumo e contra a atuação do MP. Caso os envolvidos sejam considerados culpados, o tempo de reclusão somado é de 16 anos.