RJ: Vizinhos dizem nunca ter visto Ketelen: ‘Fecharam janela com tijolos’

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Vizinhos de Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, que morreu em Porto Real (RJ) no último sábado (24), afirmaram ao Uol que se surpreenderam com as notícias sobre o espancamento da menina. De acordo com os moradores, eles não sabiam que na casa morava uma criança.

Segundo os vizinhos, a menina “nunca era vista no quintal e muito menos brincando na rua” com outras crianças. “Levamos um susto. Nem imaginávamos que tinha criança naquela casa. Comentei isso com um vizinho, depois que vimos a notícia pela TV”, disse uma vizinha da família.

“Estranhamente fecharam a janela de um dos cômodos com tijolos há alguns meses. E as outras duas janelas, sempre ficam fechadas. Quando raramente estão abertas, colocam lençóis ou plástico preto. Pareciam estar sempre tentando esconder algo”, contou a vizinha ao Uol.

De acordo com o MP-RJ (Ministério Público do Rio), há informações de que Ketelen vinha sendo mantida trancada em um dos quartos desde dezembro. Nesse período, a menina recebia alimentos somente uma vez por dia. Ela teria sido obrigada a se alimentar até mesmo com comida estragada.

Mãe e mais duas pessoas são denunciadas

Para a Promotoria de Justiça de Porto Real/Quatis, as responsáveis pela morte de Ketelen são a mãe da criança, Gilmara Oliveira de Farias, a madrasta, Brena Luane Barbosa Nunes, e Rosangela Nunes, mãe de Brena, que foi presa na quarta-feira.

Conforme a denúncia, Gilmara e Brena atuaram em conjunto em uma sessão de socos, chutes, arremessos contra a parede, pisões e golpes com chicote contra a menina, que foi jogada de um barranco com aproximadamente 7 metros de altura.

A mãe de Brena, dona do imóvel onde ocorreu a violência e onde elas moravam com a criança, foi responsabilizada por contribuir “eficazmente para o crime”, de acordo com o MP, “já que se omitiu quando deveria agir contra as agressões”.

Segundo a Promotoria, ela deveria ter agido para interromper as agressões, “uma vez que desempenhava cuidados diários para a menor, oferecendo abrigo e alimentação à eventual vítima”. O Ministério Público ainda considerou que Rosângela agiu em conjunto com a mãe e a madrasta para tentar enganar a polícia, criando a versão de que Ketelen teria se ferido com uma estava.