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RJ: Justiça determina prisão de bombeiro que atirou em atendente do McDonald’s

Crédito: Reprodução/TV Globo

O bombeiro é acusado de atirar no funcionário do McDonald's (Crédito: Reprodução/TV Globo)

O juiz Gustavo Gomes Kalil, do 4° Tribunal do Júri, determinou a prisão do sargento-bombeiro Paulo César de Souza Albuquerque. Ele é acusado de ter atirado no atendente Matheus Domingues Carvalho, de 21 anos, após uma discussão no estabelecimento do McDonald’s, localizado na Taquara (RJ). As informações são do G1.

Na madrugada do dia 8 de maio, o bombeiro deu um soco no funcionário da rede McDonald’s após uma discussão por conta de um cupom de desconto. Matheus, então, reagiu com um tapa. Logo depois, Paulo César invadiu o estabelecimento com uma arma e atirou na barriga do jovem, que caiu no chão. Câmeras de segurança flagraram todo o incidente.


Sandro Figueiredo, advogado do bombeiro, disse que as imagens não mostraram claramente o momento do tiro. Depois, nesta segunda-feira (9), admitiu que houve o disparo, mas que foi acidental. O militar, pelas imagens, chega ao local com a arma em punho e depois sai caminhando calmamente até um carro de luxo.

No entanto, o amigo do bombeiro Carlos Felipe da Silva Brasil, que estava no momento do crime, afirmou à polícia que o tiro não foi acidental.

Na decisão, o juiz Gustavo destacou que a prisão de Paulo César é necessária para garantir “a integridade física e psíquica das testemunhas e, especialmente da vítima sobrevivente, além, por óbvio, dos depoimentos judiciais delas com segurança”.

O bombeiro não foi localizado até o momento.

Alta do hospital

Matheus Domingues passou por uma cirurgia e perdeu o rim esquerdo e teve ferimentos no intestino. Ele ficou dez dias internado e recebeu alta na quarta-feira (18).

Na segunda-feira (16), ele prestou depoimento à polícia enquanto estava no hospital.

Agora, junto com o relato do amigo do bombeiro, os policiais da delegacia da Taquara reforçaram a tese de que houve uma tentativa de homicídio.

Em nota, o Corpo de Bombeiros afirmou que o militar vai responder pelos atos na Justiça comum e determinou a “suspensão imediata do porte e posse de armas do militar, além da instauração de um inquérito para apurar a conduta do profissional”.

O McDonald’s lamentou o ocorrido e disse que “prestou socorro imediatamente ao funcionário, que foi levado rapidamente para o hospital pela polícia”.

“A empresa está acompanhando e dando todo o suporte para seus familiares e já está colaborando com as investigações sobre o caso”, diz o comunicado