Na sexta-feira (14), a Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do pastor Sérgio Amaral Brito, de 49 anos, por ser suspeito de estuprar oito mulheres. No dia 16 de dezembro de 2021, ele havia sido detido temporariamente. As informações são do jornal Extra.
O delegado Ângelo Lages informou que o religioso também se apresentava como psicanalista, sexólogo e terapeuta. Ele se aproveitava dessas supostas posições para se aproximar das mulheres.
“São oito vítimas uníssonas. Todas com o mesmo tipo de declaração, o que comprova que os crimes aconteceram. Tudo seguia um roteiro, era o modus operandi dele. Na relação de pastor, de terapeuta, ele ganhava a confiança, dava aqueles abraços, e ia evoluindo até chegar ao abuso.”
As vítimas declararam que os estupros ocorreram dentro de um consultório mantido pelo pastor na cidade de Magé, na Baixada Fluminense.
Uma das mulheres, que preferiu não se identificar, disse que em 2013 teve uma consulta com Sérgio na qual “ele pediu para que eu levasse fotos minhas de calcinha e sutiã. Disse que, se eu preferisse, poderia levar uma lingerie na próxima consulta e mostrar em meu corpo. Eu respondi que não faria aquilo, e ele me chamou de rebelde. Fui embora dali. Depois, procurei outro terapeuta, contei o que havia acontecido e perguntei se aquilo era normal. Ele disse que nunca havia visto nada igual. Eu me senti suja e impotente diante de tudo o que aconteceu”.
Após a prisão de Sérgio Amaral, quatro vítimas resolveram criar uma rede de apoio nas redes sociais. Segundo elas, o intuito é encorajar outras possíveis vítimas a relatarem os abusos que sofreram do pastor.