RJ: Foragidas da Justiça, blogueiras postam fotos em show e bares

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Gabriela, Mariana e Yasmin estão foragidas da Justiça Foto: Reprodução

Consideradas foragidas pela Justiça, as blogueiras Mariana Serrano, de 27 anos, Yasmim Navarro, de 25, e Gabriela Vieira, de 21, publicaram fotos nas quais aparecem em bares e até em um show de Wesley Safadão no Rio de Janeiro. O trio teve o pedido de prisão decretado pelo juiz Marcello Rubioli no dia 13 de agosto de 2021. As informações são do G1.

Além delas, outras duas mulheres Anna Carolina de Sousa Santos e Rayane Silva Sousa, de 28 anos são acusadas de aplicar o golpe do “motoboy” — prática criminosa que consiste no roubo de cartões de crédito e dados sigilosos das vítimas. Anna Carolina e Rayane já foram presas.

De acordo com a reportagem do G1, Mariana, Yasmim e Gabriela estariam vivendo no Complexo da Penha, com a ajuda de Alexandre Navarro Júnior, o Juninho, irmão de Yasmin. Ele também é procurado pela Justiça por aplicar o golpe do motoboy em Santa Catarina.

Conforme a Justiça do Rio, apesar de estarem foragidas, o processo contra o trio e as outras duas mulheres está na fase de conclusão do juiz.

Ao G1, o advogado Norley Thomas Laund, que responde pelas defesas de Mariana e Gabriela, disse que elas estão foragidas por orientação dele. “Tanto a Rayane, quanto a Anna Carolina, se entregaram de forma espontânea, mas seguem reclusas. Então, a nossa defesa as orientou a esgotar todas as possibilidades do decreto prisional em desfavor delas – inclusive temos um recurso pendente de julgamento no STF”, explicou o advogado.

“Além disso, acreditamos em uma sentença absolutória diante de tudo que foi colhido na fase de instrução criminal, onde não foi apontada nenhuma prova contundente. Assim, a defesa instruiu que elas aguardassem esses recursos, sem submetê-las ao cárcere, sabendo que não há nada condenatório”, disse a defesa das mulheres.

“A única vítima apontada na denúncia, não fez sequer um registro de ocorrência, em Santa Catarina, onde reside. Até se ele quisesse fazer, já prescreveu, já que em casos de ação privada, o prazo é de seis meses. Acreditamos na absolvição e revogação dessa ordem de prisão”, afirmou o advogado ao G1.

Golpe do motoboy

De acordo com as investigação, o grupo ligava para a vítima, fingindo ser do banco, e informava que o cartão da pessoa havia sido clonado e pediam dados sigilosos. Em seguida, um motoboy passava na casa da vítima para buscar o cartão. De posse dele, o grupo fazia saques, compras, empréstimos e até transferências por pix.