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A revolução do iPhone

Steve Jobs redefiniu a forma como as pessoas interagem e transformou os negócios ao lançar um aparelho de design elegante e aberto à criação de novos aplicativos

A revolução do iPhone

CRIADOR E CRIATURA Jobs apresenta o primeiro modelo, em junho de 2007


Mundo/Tecnologia 2007

Em 29 de junho de 2007, o mundo foi surpreendido por uma revolução tencnológica. Um pequeno dispositivo, medindo cerca de 12 x 6 cm, combinava as funções de aparelho celular, computador de bolso, câmera fotográfica e de vídeo, GPS e muito mais. O iPhone, maior inovação de Steve Jobs, mudou para sempre o modo como as pessoas se relacionam e criou oportunidades de negócios onde eles sequer era imaginados. “Ele alterou a forma como interagimos com a tecnologia”, diz Diogo Cortiz, 30 anos, professor de computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Hoje estamos conectados a todo o momento.”

Uma das revoluções do equipamento foi o sistema de aplicativos, que permitiu que empreendedores desenvolvessem soluções modernas para problemas cotidianos. Isso teve m impacto extraordinário na criação de soluções práticas para os problemas da vida contemporânea. Um exemplo é o Uber, que tranformou a mobilidade urbana. Ele seria inviável sem o advento dos smartphones, que tiveram no celular da Apple seu grande salto tecnológico. Com o iPhone, as pessoas começaram a tirar e a compartilhar mais fotos,manter contato com amigos distantes e pesquisar qualquer coisa pelo celular. Até novos companheiros. “Casais que se conheceram no Tinder e se casaram teriam vidas diferentes sem o iPhone”, afirma Cortiz. “Esses programas só foram criados porque o aparato criou uma ruptura e um novo mercado.”

Fetiche

O design arrojado foi decisivo para o sucesso do aparelho. O celular passou a ser mais do que apenas um telefone móvel e passou a ser um fetiche. Ele também redefiniu a relação das pessoas com simples objetos. “Ele é um produto com design afetivo, que você gosta de se relacionar”, diz Cortiz.

Os mais reticentes temem que o iPhone tenha criado uma distopia tecnológica na qual a vida gira ao redor de dispositivos móveis. Cortiz discorda. “O smartphone é apenas uma ferramenta. O uso que o ser humano dá a ele é o mais importante.”

“O iPhone mudou a forma como interagimos com a tecnologia. Hoje estamos sempre conectados” Diogo Cortiz, 30 anos, professor de computação da PUC-SP
“O iPhone mudou a forma como interagimos com a tecnologia. Hoje estamos sempre conectados”
Diogo Cortiz, 30 anos, professor de computação da PUC-SP

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