Coluna: Guilherme Amado, do PlatôBR

Carioca, Amado passou por várias publicações, como Correio Braziliense, O Globo, Veja, Época, Extra e Metrópoles. Em 2022, ele publicou o livro “Sem máscara — o governo Bolsonaro e a aposta pelo caos” (Companhia das Letras).

Réu pelo 8 de Janeiro, Léo Índio, sobrinho de Bolsonaro, foge para a Argentina

Léo Índio deixou o Brasil há 22 dias para buscar asilo político do governo de Javier Milei, aliado de Bolsonaro

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Réu no STF pelos atos golpistas do 8 de Janeiro, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro, fugiu para a Argentina. Usando o nome “Léo Bolsonaro”, ele afirmou que foi buscar exílio no país de Javier Milei.

O sobrinho de Bolsonaro foi eleito suplente de vereador em Cascavel, no Paraná, em 2024. Ele deixou o Brasil há 22 dias e pediu asilo por “perseguição política”. O requerimento está sob análise do governo Milei.

Segundo dados da Comissão Nacional para os Refugiados (Conare) do governo da Argentina, pelo menos 181 brasileiros tinham pedido refúgio no país entre janeiro e outubro de 2024.

No dia 28 de fevereiro, a Primeira Turma do STF aceitou, por unanimidade, a denúncia contra Léo Índio e o tornou réu por participação nos atos golpistas que depredaram as sedes dos Poderes.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele esteve presente na Praça dos Três Poderes no dia da invasão e incentivou manifestantes a permanecerem no local, além de divulgar conteúdos de apoio aos atos golpistas.

A denúncia inclui crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado, previstos no Código Penal e na Lei de Segurança Nacional.

O sobrinho de Bolsonaro alega que entrou na mira da PGR porque “tirou uma foto” na Praça dos Três Poderes… enquanto os golpistas invadiam o STF, o Palácio do Planalto e o Congresso.

coluna enviou um e-mail para a advogada que representa Léo Índio no STF, Clarice Pereira Pinto, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço continua aberto para manifestações.

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