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Retrocessos ambientais rendem prêmio ‘fóssil colossal’ ao Brasil na COP de Madri

O Brasil recebeu a máxima honraria às avessas de uma Conferência do Clima da ONU nesta sexta-feira, 13, em Madri. O prêmio “fóssil colossal” ou “fóssil do ano” foi dado pela Climate Action Network (CAN), rede que reúne mais de 1.300 organizações da sociedade civil ao País por ações consideradas retrocessos ambientais do Brasil.

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É a primeira vez que o País recebe o irônico prêmio desde que a brincadeira começou, há 15 anos.

Ao longo da COP, o País já tinha recebido dois “fósseis do dia”: um foi dado logo no início da conferência, pela criminalização dos brigadistas de Alter do Chão; e na quarta-feira, 11, pela Medida Provisória da regularização fundiária, que, estimam ambientalistas e cientistas, pode incentivar o aumento da grilagem e do desmatamento.

Nesta sexta, a crítica foi ao conjunto da obra. “O vencedor do fóssil colossal pode não ser uma surpresa para muitos. Sim, existe um país que realmente superou os outros ao destruir o clima concretamente no terreno e nas negociações, atacando e matando as pessoas que estão protegendo ecossistemas únicos: os indígenas”, afirmaram as organizações.

De acordo com os ambientalistas, o governo Jair Bolsonaro “matou políticas ambientais que ajudaram o Brasil a obter reduções espetaculares de emissões na última década”. Eles citam como exemplo disso as maiores taxas de desmatamento da Amazônia em uma década e o aumento nas invasões de terras.

Também criticaram a postura do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chefe da delegação brasileira, de pedir dinheiro dos países ricos e de criticar as metas brasileiras. “Jair Bolsonaro é uma bomba de carbono ambulante que, sem dúvida, merece essa grande conquista, o fóssil colossal”, disseram.

Uma jovem indígena brasileira recebeu o prêmio em nome dos indígenas mortos neste ano.

O ministro Ricardo Salles foi procurado para comentar o assunto, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

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