Restos mortais de São Francisco receberam 1,5 mil visitas por hora em 1º dia

ASSIS, 23 FEV (ANSA) – O primeiro dia da exposição dos restos mortais de São Francisco na Basílica Inferior, em Assis, na Itália, no domingo (22), registrou cerca de 1,5 mil visitantes por hora diante das relíquias do santo.   

Os números são do Jubileu Franciscano, que ao revelar que todos os horários pré-agendados para a abertura esgotaram, confirmou a estimativa de receber aproximadamente 18 mil pessoas na inauguração.   

“É totalmente verdade que São Francisco está vivo”, declarou o frei Giulio Cesareo, diretor do escritório de comunicação do Sacro Convento.   

“Milhares de pessoas, em um clima de reflexão e alegria, entraram pelas portas da Basílica para venerar os restos mortais de São Francisco e ouvi-lo sussurrar em seus corações uma palavra de bondade que as sustenta e as faz crescer”, acrescentou.   

Cesareo também destacou “o silêncio” durante as visitas às relíquias: “Nada de celulares, nada de selfies, apenas muita emoção e espiritualidade”.   

Os fiéis aguardaram com ansiedade a abertura inédita da mostra ao público com os restos mortais do santo, formando fila diante da basílica desde as 5h da manhã (1h de Brasília).   

As portas da igreja foram abertas às 7h (3h de Brasília) e a primeira peregrina a contemplar o que sobrou do corpo de São Francisco, morto há 800 anos, foi uma italiana de Modena.   

“A atmosfera de respeito, contemplação e colaboração fizeram com que os fiéis, com paciência e devoção, aguardassem a sua vez, oferecendo um testemunho concreto de fé e participação que confirma como a mensagem franciscana permanece viva e relevante”, descreveu a revista virtual da Basílica de São Francisco de Assis.   

A veneração aos restos mortais do santo segue até 22 de março. Seja para visitar as relíquias quanto para participar das celebrações na Basílica Superior, é necessário realizar uma reserva através do site sanfrancescovive.org. Segundo os organizadores, a medida garante a segurança e a ordem pública.   

(ANSA).