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Resolução da ONU exige igualdade no acesso às vacinas à medida que inoculação avança no mundo

Resolução da ONU exige igualdade no acesso às vacinas à medida que inoculação avança no mundo

Alunos da escola pública Antonio José Sucre, de Itagui, Colômbia, estudam protegidos por telas transparentes contra covid-19 - AFP


Em uma rara demonstração de unidade entre as grandes potências, o Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira (26) uma resolução exigindo acesso justo às vacinas contra a covid-19, à medida que as campanhas de inoculação avançam em um mundo que começa a ver uma luz no fim do túnel.

A resolução, redigida pelo Reino Unido, co-patrocinada pelos 15 membros do Conselho e aprovada por unanimidade, veio em um momento em que os países do G20 estão se alinhando para impulsionar a recuperação econômica global e mitigar os danos nos países mais pobres e marginalizados na corrida por vacinas.

No entanto, não faltam lembretes dos meses de trabalho difícil que ainda estão por vir, com um novo aumento nas infecções em todo o mundo, após um mês de declínio na taxa de infecções. O número mundial de mortos ultrapassa 2,5 milhões em um total de 113 milhões de casos.

Embora os Estados Unidos continuem sendo o país com mais mortes em termos absolutos, apresentaram avanços significativos em sua campanha de vacinação, com mais de 50 milhões de imunizados em cinco semanas.


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A pandemia continua a avançar e o Brasil, o segundo país mais afetado pela covid-19, ultrapassou a barreira sombria de 250.000 mortes na quinta-feira. Na América Latina e no Caribe, o saldo chega a mais de 670.000 mortes e mais de 21 milhões de infecções.

– Resolução unânime –

Chave para conter a propagação do vírus, a vacinação é muito desigual em todo o planeta, e a maioria das 217 milhões de doses administradas estão concentradas nos países mais desenvolvidos.

Nesse contexto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução para exigir igualdade no acesso às vacinas.

A agência exortou “economias desenvolvidas” e aqueles “em condições de fazê-lo” a doar imunizantes “para países de baixa e média renda ou que precisem”.

A Índia fez uma segunda doação de 200 mil doses da vacina Covishield para a Guatemala, que chegará na próxima terça-feira.

Israel doou 5.000 doses de Moderna a esse país da América Central e a mesma quantia a Honduras, enquanto a Rússia doou sua vacina Sputnik à Nicarágua, que no entanto não especificou o número de doses. Já a China também fez doações a países africanos e à Bolívia.

A resolução da ONU pede um cessar-fogo em todos os conflitos armados e ao fortalecimento da cooperação internacional para que as vacinas cheguem a “países em conflito ou em situações de pós-conflito ou de emergência humanitária complexa”.

Também pede “medidas para prevenir especulação e armazenamento impróprio que poderiam dificultar o acesso a vacinas seguras e eficazes, especialmente em situações de conflito armado”.

– Recessão “longa e incerta” –

Por sua vez, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse ao G-20 que, “sem acesso às vacinas, muitos países de baixa renda especificamente sofrerão trágicas perdas de vidas e um atraso desnecessário em sua recuperação”.

A retomada após “a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial” será “longa e incerta”, advertiu a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, em entrevista ao jornal italiano La Stampa.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve votar um pacote de ajuda no valor de 1,9 trilhão de dólares para combater a covid nesta sexta-feira.

Enquanto isso, o Japão, que começou sua campanha de vacinação na semana passada, suspenderá o estado de emergência em algumas regiões no fim de semana devido a uma queda na taxa de infecções, menos de cinco meses antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Mas é improvável que as restrições sejam suspensas tão cedo, incluindo na França, onde um debate começou sobre como lidar com o aumento das infecções em Paris.

Uma sugestão do conselho municipal da capital francesa de fechar a cidade por três semanas para ajudar a restaurar a normalidade foi recebida com ceticismo, com os críticos acusando a prefeita Anne Hidalgo de tentar um golpe de marketing em busca de popularidade.

O perigo do surgimento de novas variantes também permanece evidente.

Na Bélgica, por exemplo, as autoridades disseram que a cepa britânica mais contagiosa é agora dominante no país.

No próprio Reino Unido, que vacinou 35% de sua população adulta, um grupo de assessoria afirmou que a próxima fase das vacinas será administrada com base na idade, e não nos riscos ocupacionais, atraindo a ira da polícia e dos professores, que acreditam ter o direito à prioridade.

No Brasil, um dos países que sofre com a falta de doses, a imunização começou em janeiro e avança lentamente, alcançando 6,1 milhões de pessoas com a primeira dose até agora, o equivalente a menos de 3% de sua população de 212 milhões. Apenas 1,6 milhão receberam a segunda dose.

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