Dezenas de pilotos da Força Aérea israelense anunciaram que vão boicotar o treinamento militar em protesto contra as reformas legais do governo, que veem como uma ameaça à democracia.
Em carta enviada ao chefe do Estado-Maior, 37 pilotos ameaçaram não comparecer a um treinamento marcado para quarta-feira.
“Continuaremos a servir o Estado judeu e democrático de Israel em todos os momentos e através das fronteiras (…) mas decidimos fazer uma pausa de um dia para falar dos processos preocupantes que o país enfrenta”, explicou um dos pilotos, que falou sob condição de anonimato.
A declaração dos pilotos foi publicada no domingo na mídia israelense.
A reforma do Judiciário é um dos pilares do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, uma aliança com partidos ultraortodoxos e de extrema direita que chegaram ao poder em dezembro.
Netanyahu acredita que esta reforma é fundamental para restaurar o equilíbrio entre os poderes do Estado em um sistema que, em sua opinião, dá aos juízes muito poder sobre os eleitos.
Milhares de israelenses participam de manifestações desde janeiro para protestar contra essas reformas judiciais, que, se aprovadas no Parlamento, negariam à Suprema Corte o direito de derrubar quaisquer emendas às chamadas Leis Fundamentais, consideradas a Constituição de Israel.
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