O jornalista britânico Steve Sweeney, da TV estatal russa RT, quase foi atingido por um míssil durante uma gravação no sul do Líbano. O cinegrafista Ali Rida, responsável pelas imagens, acusou Israel de ter atacado a equipe de forma intencional. A emissora informou que ambos sofreram apenas ferimentos leves, estão conscientes e passam bem.
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De acordo com Sweeney e Rida, uma aeronave israelense disparou um míssil em direção ao local onde estavam filmando, próximo à ponte Al-Qasmiya e a uma base militar. O cinegrafista afirmou ainda que a equipe foi alvo do ataque mesmo estando identificada com credenciais de imprensa.
A poucos metros atrás do repórter, é possível ver o momento em que o míssil atinge o solo. Sweeney então se abaixa, no intuito de se proteger.
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Rússia condena o ataque
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, condenou o ataque de Israel e afirmou que a ofensiva contra jornalistas identificados “não pode ser considerada acidental”, citando a morte de cerca de 200 profissionais em Gaza.
Ela destacou que o alvo não era uma instalação militar, mas o local de uma reportagem, e disse que Moscou aguarda resposta de organizações internacionais.
Pontes detruídas
Segundo informações da RT, Israel ameaçou atacar pontes no sul do Líbano para impedir o deslocamento de forças do Hezbollah e declarou áreas como zona militar. Ao menos três pontes sobre o rio Litani foram destruídas, isolando partes do sul do país.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que os ataques são uma “mensagem clara”. Já observadores alertam para impactos humanitários, com interrupção de rotas civis e ajuda. Autoridades libanesas afirmam que mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas.
Mortes no Líbano
O Ministério da Saúde do Líbano informou que 1.001 pessoas morreram em decorrência dos ataques israelenses desde o início do conflito com o Hezbollah, em 2 de março. Entre as vítimas estão 79 mulheres, 118 crianças e 40 profissionais de saúde, além de 2.584 feridos. O novo balanço representa um aumento em relação ao divulgado na quarta-feira, que contabilizava 968 mortos.